A situação da estrutura remanescente da Ponte Getúlio Vargas, em Linhares, revela uma realidade preocupante que contrasta com decretos oficiais e decisões judiciais já expedidas sobre o local. O que deveria estar totalmente isolado devido ao risco iminente de colapso transformou-se em ponto de ocupação por pessoas em situação de rua e possíveis usuários de entorpecentes.
Durante registro recente no local, dois homens foram flagrados caminhando sobre a parte remanescente da ponte. Ao mesmo tempo, um casal permanecia abrigado exatamente sob a estrutura em ruína. Segundo apurado, todos faziam uso de uma substância não identificada e deixaram o local assim que perceberam o início das gravações.
SIGA O INSTAGRAM DO PORTAL DE NOTÍCIAS ES FALA:@esfalaoficial

Crédito redes sociais
A ocupação é evidente pela quantidade de objetos espalhados sob a ponte. Colchões, cobertores, ventilador, papelões e diversas embalagens de marmitas descartáveis indicam que o espaço tem sido utilizado para pernoite e permanência contínua.
A exposição dessas pessoas é ainda mais grave considerando que a estrutura já foi classificada tecnicamente como de alto risco estrutural. O perigo não se limita apenas à queda de partes da ponte, mas também à instabilidade de toda a área ao redor.
A fragilidade da segurança no entorno é visível. A cerca de acesso foi destruída e a tela metálica instalada pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes, responsável pela área, foi completamente removida.
ACOMPANHE AS NOTÍCIAS DO ES FALA PELO FACEBOOK

Crédito redes sociais
Segundo o próprio DNIT, o local tem sido alvo constante de vandalismo e criminalidade. O órgão informou que até mesmo o portão de restrição de acesso já foi furtado, fato que chegou a ser registrado junto às autoridades competentes.
Decisão judicial ignorada
A situação também contraria determinação da 1ª Vara Federal de Linhares. Em 2022, a Justiça ordenou que o DNIT adotasse providências para garantir segurança efetiva na área, incluindo:
- Sinalização ostensiva
- Impedimento concreto de acesso aos pontos de risco
- Campanhas de conscientização
O cenário encontrado atualmente, no entanto, demonstra o oposto das medidas exigidas judicialmente, evidenciando um abismo entre o reconhecimento técnico da emergência e a realidade da fiscalização no local.













