Reconstituição vai tentar esclarecer morte de jovem atingido por mais de 40 tiros em Colatina

Seis policiais militares foram convocados para participar da reprodução simulada da ocorrência que terminou com a morte do vistoriador Danilo Matos Lipaus, de 20 anos.

A morte do vistoriador Danilo Matos Lipaus, de 20 anos, ocorrida durante uma ação policial em Colatina, no Noroeste do Espírito Santo, voltará a ser analisada nesta semana. Uma reconstituição da ocorrência foi marcada para esta quarta-feira (11), a partir das 18 horas, com o objetivo de esclarecer a dinâmica do episódio.

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Seis policiais militares foram convocados para participar da reprodução simulada da ação, que será conduzida por um perito da Polícia Científica do Espírito Santo. A diligência busca compreender, de forma técnica, como se desenrolaram os acontecimentos que culminaram na morte do jovem.

Danilo foi morto na madrugada do dia 1º de fevereiro do ano passado, após ser atingido por cinco disparos de arma de fogo. De acordo com as informações da investigação, mais de 40 tiros teriam sido efetuados contra o veículo que ele conduzia, uma Fiat Strada branca, após o motorista não obedecer a quatro tentativas de abordagem policial.

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As ocorrências envolvendo o veículo aconteceram em vias que ligam os bairros São Braz e Aeroporto, em Colatina. Para a reprodução simulada, foram convocados os militares que participaram diretamente da ação ou que testemunharam o momento final da ocorrência.

Participarão da reconstituição, na condição de testemunhas ou envolvidos, os seguintes policiais militares:

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  • Rodrigo de Jesus Oliveira – 3º sargento
  • Ricardo Nascimento dos Santos – soldado
  • Ramon Lucas Rodrigues Souza – soldado
  • Dearli de Jesus Almeida Júnior – soldado
  • Renan Pessimilio – 3º sargento
  • Eduardo Nardi Ferrari – soldado

A reprodução simulada foi solicitada pela defesa dos militares Renan Pessimilio e Eduardo Nardi Ferrari, no âmbito da investigação conduzida pela Corregedoria da Polícia Militar. Também foram instaurados Conselhos de Disciplina, que irão avaliar a conduta dos policiais envolvidos na ocorrência.

Outra investigação

Paralelamente, a Polícia Civil concluiu, em maio do ano passado, o inquérito sobre o caso. Segundo o resultado da investigação, dois policiais militares podem responder por tentativa de homicídio.

O procedimento foi encaminhado ao Ministério Público do Espírito Santo (MPES), que ficará responsável por decidir sobre o eventual oferecimento de denúncia à Justiça.

O processo tramita sob sigilo, e até o momento não há informações públicas sobre o andamento da análise por parte do Ministério Público.

O que dizem as defesas

O advogado Pedro Lozer Pacheco, que representa os militares Rodrigo de Jesus Oliveira e Ramon Lucas Rodrigues Souza, informou por meio de nota que os policiais sempre colaboraram com as autoridades responsáveis pela investigação, prestando depoimentos e relatando os fatos de forma transparente.

Segundo ele, o inquérito da Polícia Civil reuniu elementos que sustentam a versão apresentada pelos militares, indicando que a atuação ocorreu dentro das hipóteses legais de excludentes de ilicitude, como o estrito cumprimento do dever legal e a legítima defesa.

Ainda de acordo com o advogado, a reconstituição é considerada uma etapa natural do processo investigativo, permitindo uma análise mais detalhada da dinâmica dos acontecimentos.

Já o advogado Rodrigo Vidal de Freitas, que representa o 3º sargento Renan Pessimilio e o soldado Eduardo Nardi Ferrari, também afirmou que seus clientes agiram respeitando as diretrizes legais e amparados pelas excludentes de ilicitude.

Ele destacou que a reprodução simulada deve contribuir para o esclarecimento dos fatos, mas ponderou que manifestações mais detalhadas sobre o caso neste momento poderiam ser precipitadas, já que as provas ainda estão sendo produzidas.

A defesa afirmou ainda confiar no trabalho das instituições responsáveis pela apuração e informou que poderá se manifestar de forma mais ampla após a conclusão do procedimento administrativo que analisa a conduta dos militares envolvidos.

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