Contorno de Ibiraçu pressiona, mas Justiça garante mais 60 dias para família deixar casarão

Decisão adia despejo de residência centenária que está na rota do Contorno da BR-101 e abriga 13 pessoas, incluindo casal de idosos

A disputa judicial envolvendo a preservação de um casarão histórico em Ibiraçu, no Norte do Espírito Santo, ganhou um novo capítulo. A Justiça concedeu uma liminar que prorroga por mais 60 dias o prazo para que a família Perut deixe o imóvel, que está na rota das obras do Contorno da BR-101.

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O prazo anterior se encerraria nesta quinta-feira (26), mas com a nova decisão, assinada na última sexta-feira (20), os moradores ganharam um fôlego em meio à incerteza sobre o futuro da residência.

Atualmente, 13 pessoas vivem no local, entre elas o casal Aurora Perut Barbosa, de 100 anos, e Pedro Barbosa, de 97 anos, figuras centrais na história da família e do próprio imóvel.

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Alívio temporário

A decisão foi recebida com alívio pelos moradores. Segundo Daniel Perut, neto do casal e representante da família, o prazo adicional é essencial para reorganizar a situação.

“Nossa advogada pediu mais 60 dias para que a gente consiga se adequar. Tivemos um alívio com essa notícia”, afirmou.

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Desde outubro do ano passado, quando foram notificados sobre a desapropriação, os familiares tentam garantir o tombamento histórico do casarão, tanto em âmbito municipal quanto federal.

Até o momento, o pedido de reconhecimento como patrimônio histórico não foi concedido, mas a defesa segue buscando alternativas para impedir a demolição do imóvel, que atravessa gerações e carrega valor afetivo e cultural para a região.

Enquanto isso, as obras do Contorno da BR-101 seguem em andamento, aguardando apenas a liberação da área onde está localizada a residência.

Com a nova decisão judicial, a família ganha tempo — mas o destino do casarão ainda segue indefinido.

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