O preço dos combustíveis continua sendo motivo de reclamação entre motoristas em Colatina. No momento de abastecer, a reação é quase sempre a mesma: surpresa e indignação diante dos valores cobrados nos postos da cidade.
Atualmente, o litro da gasolina varia entre R$ 6,45 e R$ 6,79, o que tem gerado questionamentos por parte da população. No entanto, apesar da percepção de preços elevados, isso não significa automaticamente que haja prática abusiva.
Diante dessa situação, especialistas reforçam que o consumidor tem papel fundamental na fiscalização. Caso suspeite de irregularidades, é possível formalizar uma denúncia junto ao Procon-Colatina.
Para isso, é importante reunir provas, como comprovante de pagamento, fotos da placa de preços do posto e o registro detalhado da situação no momento do abastecimento.
Como funciona a fiscalização
De acordo com o Procon-Colatina, não existe tabelamento de preços de combustíveis no Brasil. O mercado segue o regime de livre concorrência, o que impede que o órgão classifique um valor como abusivo apenas com base no preço exibido na bomba.
Mesmo assim, o consumidor pode e deve denunciar quando considerar o valor fora da normalidade. As reclamações podem ser feitas de forma online, pelo site do Procon-ES, na área de atendimento ou denúncia eletrônica, ou presencialmente na sede do órgão, localizada no térreo do Colatina Shopping, no Centro.
A fiscalização é realizada com base no Código de Defesa do Consumidor, incluindo não apenas os preços, mas também a qualidade do combustível e as condições do estabelecimento.
Após a denúncia, é feita uma análise técnica do caso, garantindo ao estabelecimento o direito de defesa. Caso seja identificado aumento injustificado ou prática irregular, o posto pode ser penalizado, inclusive com aplicação de multa.
O Procon-Colatina também realiza o monitoramento constante dos preços na cidade, avaliando valores mínimos, médios e máximos para acompanhar o comportamento do mercado.













