O sistema de pagamentos instantâneos do Banco Central do Brasil, o PIX, continuará sendo ampliado e não sofrerá qualquer recuo por pressão externa. A garantia foi dada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, após críticas feitas pelo ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
Segundo Lula, o governo brasileiro não pretende mudar o sistema, considerado hoje um dos mais modernos do mundo e amplamente utilizado pela população.
Novas funções do PIX já estão em desenvolvimento
O Banco Central trabalha em uma série de melhorias para o sistema ainda neste ano. Entre as principais novidades previstas estão:
- Cobrança híbrida: permitirá pagar uma mesma cobrança tanto via PIX quanto por boleto, com uso de QR Code
- Pagamento de duplicatas: empresas poderão quitar títulos de crédito com mais agilidade e menor custo
- Split tributário: impostos poderão ser pagos automaticamente no momento da compra
O que vem pela frente (até 2027)
Outras funcionalidades mais avançadas estão em estudo e devem chegar nos próximos anos:
- PIX internacional: permitirá transferências diretas entre países, ampliando o uso fora do Brasil
- PIX como garantia de crédito: trabalhadores poderão usar valores a receber via PIX para conseguir empréstimos com juros menores
- PIX offline por aproximação: pagamentos poderão ser feitos mesmo sem internet
- PIX parcelado: alternativa para milhões de brasileiros que não têm cartão de crédito
O PIX se consolidou como um dos maiores sistemas financeiros do país. Em 2025, movimentou cerca de R$ 35,36 trilhões, batendo recorde e ampliando a inclusão financeira no Brasil.
A ferramenta também tem sido essencial para pequenos negócios, facilitando pagamentos e reduzindo custos com taxas bancárias.
De acordo com o diretor do Banco Central, Renato Gomes, o sistema já alcança praticamente toda a população adulta do país.















