Motoristas que utilizam o trecho norte da BR-259, no Espírito Santo, estão denunciando as condições precárias da rodovia e cobrando providências urgentes do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes. Condutores de Colatina, Marilândia e Baixo Guandu relatam que a falta de sinalização e os problemas na pista têm aumentado significativamente o risco de acidentes.
Segundo os usuários, a situação já é preocupante durante o dia, mas se agrava ainda mais no fim da tarde e à noite, quando a baixa visibilidade torna a direção ainda mais perigosa.
A preocupação tem fundamento. Em menos de 15 dias, ao menos três acidentes graves foram registrados ao longo da rodovia:
- Em Colatina, uma mulher de 31 anos morreu após colisão entre moto e carro
- Em João Neiva, uma batida envolvendo três veículos deixou um morto e três feridos
- No distrito de Acioli, outro acidente entre carro e caminhão espalhou carga na pista
A sequência de ocorrências reforça o cenário de risco enfrentado diariamente por quem trafega pela via.
Buracos, mato alto e sinalização precária
Quem passa pela BR-259 aponta uma série de problemas estruturais. Entre as principais reclamações estão:
- Falta de pintura nas faixas
- Placas encobertas pelo mato
- Ausência de acostamento em diversos trechos
- Buracos ao longo da pista
- Remendos mal executados
“Está muito mal sinalizada e repleta de buracos. Em muitos pontos não dá para ver divisão de pista. As placas ficam escondidas e os reparos parecem mais quebra-molas”, relatou o pedreiro Ronaldo Morozeski.
O promotor de vendas Ademilton Pereira dos Anjos também criticou a situação. “Vim de Mantena e vi muitos buracos. Está precisando de bastante reparo”, disse.
Com tantos problemas, motoristas relatam que são obrigados a fazer manobras perigosas para desviar dos buracos, muitas vezes invadindo a contramão, o que aumenta o risco de novas colisões.
A falta de manutenção adequada e de sinalização eficiente tem transformado o trajeto em um desafio diário para quem depende da rodovia.
Diante do cenário, cresce a pressão sobre o DNIT, órgão federal responsável pela manutenção da BR-259.
Motoristas alertam que, sem ações urgentes, novos acidentes podem acontecer a qualquer momento.















