A BR-259, no trecho que liga Colatina a João Neiva, passou a concentrar o maior número de radares em rodovias do interior capixaba. Ao todo, são 10 equipamentos distribuídos ao longo de 57 quilômetros, o que representa, em média, um radar a cada 5,7 km.
De acordo com dados do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) e levantamentos locais, parte desses dispositivos já está em funcionamento, enquanto outros seguem em fase de instalação.
No trecho de João Neiva, por exemplo, quatro radares já operam, e outros seis estão sendo implantados pela concessionária responsável.
Pontos com maior concentração em Colatina
Em Colatina, a presença de radares chama ainda mais atenção, principalmente nas entradas e saídas da cidade. Confira os principais pontos:
- Km 35,1
- Km 44,4 / 44,75
- Km 56,53 (último após João Neiva)
- Km 58,1
- Km 59,05
- Km 60,3
- Km 61
A concentração nesses trechos exige atenção redobrada dos motoristas, especialmente por se tratarem de áreas com maior fluxo urbano.
CRÍTICAS
Apesar do avanço na fiscalização eletrônica, motoristas que trafegam pela BR-259 fazem um alerta importante: a precariedade da sinalização ainda é um problema grave em diversos trechos. A falta ou desgaste da pintura das faixas no asfalto, aliada à sinalização vertical insuficiente, reduz a visibilidade — especialmente à noite e em dias de chuva — e aumenta o risco de acidentes. Para quem utiliza a rodovia diariamente, a sensação é de que o investimento em radares não vem acompanhado da mesma atenção à infraestrutura básica, o que acaba colocando em xeque a segurança dos condutores em um trecho já considerado crítico.
Um leitor procurou a reportagem para relatar uma situação que evidencia ainda mais os problemas no trecho. Segundo ele, foi multado seis vezes no mesmo redutor de velocidade, nas proximidades da entrada da comunidade de Acioli, em João Neiva. O motivo, de acordo com o relato, seria a dificuldade de visualização do radar, que estaria encoberto por galhos de árvores. “Eu via as placas, reduzia a velocidade, mas por ser uma curva fechada você precisa manter uma velocidade que não cause risco de ser atingido na traseira por outro veículo. Desta forma, não vi por seis vezes o radar e, quando fui pagar o IPVA, tive a péssima surpresa”, contou. O motorista afirmou ainda que só conseguiu identificar o ponto exato do equipamento após receber as notificações, já que nelas constava o quilômetro onde ocorreram as autuações.















