Uma escola da rede estadual em Linhares voltou a ser alvo de atenção após o registro de dois casos graves envolvendo professores em um intervalo de apenas cinco meses. O mais recente ocorreu na última segunda-feira (27), quando um docente foi preso suspeito de estuprar uma estudante.
Por questões legais e para preservar a identidade das vítimas, o nome da instituição e o bairro onde ela está localizada não estão sendo divulgados, em conformidade com o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
Antes desse segundo caso, a mesma unidade já havia enfrentado outro caso semelhante. Em novembro do ano passado, um professor foi indiciado por assédio sexual contra oito alunas. Segundo as investigações, o suspeito agia de forma recorrente dentro do ambiente escolar, abordando estudantes entre 17 e 18 anos com comportamentos de cunho sexual.
Na época, as vítimas relataram à Polícia Civil situações de constrangimento e atitudes inadequadas por parte do docente. Testemunhas também confirmaram que o investigado mantinha condutas impróprias com alunas, reforçando os indícios de continuidade delitiva.
O caso mais recente envolve um professor de 38 anos, que, segundo a polícia, utilizava aulas particulares em sua residência para se aproximar da vítima. As investigações apontam que ele teria atraído a estudante para um local isolado, onde ocorreu o abuso. Após o ocorrido, o suspeito teria orientado a jovem a não relatar o fato.
De acordo com a Polícia Civil, o professor confessou ter mantido relação com a estudante, alegando consentimento. No entanto, a situação é enquadrada como estupro de vulnerável, agravada pela posição de autoridade exercida pelo investigado. Ele foi encaminhado ao Centro de Detenção Provisória (CDP) da Serra.
Em nota, a Secretaria de Estado da Educação (Sedu) informou que, em relação ao caso mais recente, a apuração preliminar indica que o fato não teria ocorrido dentro da unidade escolar. A pasta afirmou ainda que segue colaborando com as investigações e reforçou o compromisso com a segurança da comunidade escolar.
Até o momento, não houve manifestação oficial da secretaria sobre o caso anterior de assédio registrado dentro da escola.















