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Ex-prefeito de Cariacica descobre tumor no crânio após excesso de cera no ouvido e passará por cirurgia delicada em São Paulo

Juninho revelou que poderá enfrentar paralisia facial e dificuldades para falar e se alimentar durante a recuperação

Por ES Fala
· 2 min de leitura · Sem comentários
Ex-prefeito de Cariacica descobre tumor no crânio após excesso de cera no ouvido e passará por cirurgia delicada em São Paulo

O empresário Geraldo Luzia de Oliveira Júnior, conhecido como Juninho, ex-prefeito de Cariacica, revelou que foi diagnosticado com um tumor de dois centímetros no lado direito do crânio e que embarca nesta quinta-feira para São Paulo, onde será submetido a uma cirurgia de alta complexidade.

Segundo o empresário, a descoberta aconteceu após ele procurar atendimento médico devido ao excesso de cera nos ouvidos. Após exames mais detalhados, foi identificado um schwannoma vestibular, tumor benigno classificado pelo CID-10 D33.3, que se desenvolve na bainha do nervo responsável pela audição e pelo equilíbrio.

Em relato emocionante, Juninho contou que já foi alertado pelos médicos sobre possíveis consequências temporárias da cirurgia.

“É um tumor, a princípio benigno, mas que é complexo, porque vou perder várias funções durante um período da vida. Tem a questão da paralisia facial, parece que vou ficar um período sem conseguir falar, e a parte de engolir os alimentos também será prejudicada. Não sei se vou conseguir me comunicar com as pessoas e nem fazer atividade física”, revelou.

Apesar de benigno, o schwannoma vestibular pode provocar sintomas importantes, como perda auditiva, zumbido, tontura, dores de cabeça e, em casos mais avançados, paralisia facial e dificuldades motoras.

A otorrinolaringologista Nathalia Manhães explicou que o excesso de cera não tem relação direta com o tumor, mas que alguns sintomas podem acabar se confundindo.

Segundo a especialista, tanto a impactação de cerúmen quanto o schwannoma vestibular podem provocar sensação de ouvido tampado e zumbido. Ela alerta que, quando há perda auditiva persistente, principalmente unilateral, é fundamental aprofundar a investigação médica.

Já o neurocirurgião Rodrigo Azeredo Costa destacou que a maioria dos casos surge de forma espontânea, sem histórico hereditário. Ele explicou ainda que o tratamento depende do tamanho do tumor, idade do paciente e sintomas apresentados.

De acordo com os especialistas, a cirurgia é indicada principalmente quando há risco de crescimento do tumor e comprometimento neurológico. A intervenção, no entanto, pode trazer complicações temporárias ou permanentes, especialmente em tumores localizados próximos a nervos importantes.

Entre os riscos estão paralisia facial e dificuldade para se alimentar, embora os médicos ressaltem que muitos pacientes conseguem recuperação parcial ou total com fisioterapia e reabilitação.

Ainda segundo os especialistas, o pós-operatório costuma exigir acompanhamento médico contínuo, incluindo exames de imagem, fisioterapia vestibular e acompanhamento auditivo.

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