A Justiça decidiu manter a prisão preventiva de Camila Domingos Barroso, de 39 anos, acusada de assassinar o marido, Edivaldo Evangelista de Sousa, de 36 anos, em um crime ocorrido na zona rural de Alto Rio Novo no mês de janeiro deste ano.
A decisão foi assinada pelo juiz Salim Pimentel Elias, que também marcou a audiência de instrução e julgamento para o dia 14 de julho.
Ao negar o pedido de liberdade apresentado pela Defensoria Pública, responsável pela defesa da acusada, o magistrado afirmou que os fundamentos que justificaram a prisão preventiva “permanecem hígidos”.
Na decisão, o juiz destacou elementos que, segundo ele, apontam para uma “periculosidade acentuada” de Camila. Entre os pontos citados está a retratação feita pelo pai da própria acusada durante as investigações.
Conforme consta no processo, o homem relatou à polícia um suposto histórico de violência extrema no ambiente familiar, incluindo uma alegada tentativa anterior da filha de atentado contra a vida dele.
Para o magistrado, essas informações reforçam o entendimento de que a liberdade da ré representaria risco à ordem pública.
“O modus operandi empregado no delito é expressivo e indica uma gravidade concreta que ultrapassa a normalidade do tipo penal”, destacou o juiz ao mencionar a brutalidade do crime investigado.
O Ministério Público do Espírito Santo (MPES) também se manifestou contra a concessão da liberdade, entendimento acompanhado pela Justiça.
Ainda segundo a decisão, medidas cautelares alternativas, como uso de tornozeleira eletrônica ou recolhimento domiciliar, não seriam suficientes diante da possibilidade de reiteração criminosa.
Relembre o caso
Edivaldo Evangelista de Sousa foi morto a facadas na madrugada do dia 14 de janeiro.
Inicialmente, Camila e o pai dela afirmaram que a mulher teria agido em legítima defesa após o marido supostamente tentar atacá-la com uma faca dentro do banheiro da residência.
Na ocasião, devido a essa versão e às lesões superficiais identificadas na mulher, ela chegou a obter liberdade provisória logo após o crime.
No entanto, o avanço das investigações mudou o rumo do caso.
O laudo cadavérico apontou que a vítima foi atingida por 27 facadas em regiões vitais do corpo, quantidade considerada incompatível com uma reação moderada em legítima defesa.
Além disso, novos depoimentos e a mudança na versão apresentada pelo pai da acusada levaram à decretação da prisão preventiva em fevereiro.
Camila responde ao processo por homicídio qualificado.















