A Polícia Civil do Espírito Santo concluiu o inquérito que investigava o corte criminoso de cabos de internet em bairros de Colatina, caso que ganhou grande repercussão após deixar centenas de moradores sem acesso ao serviço.
De acordo com as investigações conduzidas pela Delegacia de Infrações Penais e Outras, o esquema criminoso seria liderado por Hugo Henrique dos Santos, conhecido pelo apelido de “HG”. Segundo a Polícia Civil, ele é apontado como responsável por ordenar o corte da rede de internet com o objetivo de forçar moradores a contratar um serviço clandestino controlado pelo grupo criminoso.
Ainda segundo o inquérito, a organização atuava de forma estruturada, com divisão de tarefas, intimidação armada e imposição de domínio territorial, características apontadas pela polícia como típicas de atuação paramilitar e de milícia privada.
As investigações indicam que o grupo utilizava ameaças e coação para controlar serviços considerados essenciais dentro da comunidade, prejudicando diretamente moradores e restringindo a liberdade de escolha da população.
Durante os trabalhos de reparo da rede danificada, houve também ameaça direta contra a um da Polícia Militar. Conforme consta no relatório policial, integrantes da organização criminosa teriam feito contato telefônico, por meio de intermediários, realizando ameaças relacionadas à segurança do militar e de familiares dele.
O laudo pericial confirmou que os cabos de telecomunicação foram cortados de forma proposital, com uso de instrumento apropriado, causando interrupção do serviço de internet para centenas de residências em Colatina.
Ao longo das investigações, a Polícia Civil reuniu depoimentos, provas técnicas e outros elementos que apontaram a participação de diversos investigados no esquema criminoso. Todos os envolvidos foram indiciados pelos crimes apurados, incluindo organização criminosa, dano qualificado, interrupção de serviço essencial, ameaça e outros delitos relacionados.
A autoridade policial também solicitou a prisão preventiva dos investigados, alegando a gravidade da atuação do grupo, a periculosidade social dos envolvidos e o risco de continuidade das atividades criminosas.
Parte dos suspeitos, incluindo Hugo Henrique dos Santos e outros apontados como integrantes da organização, segue foragida.
Segundo a Polícia Civil, a investigação representa uma resposta do Estado contra ações criminosas que tentam impor controle territorial por meio da violência, intimidação e exploração clandestina de serviços essenciais.
O inquérito policial foi encaminhado ao Poder Judiciário e ao Ministério Público para as medidas legais cabíveis.















