Após o despejo de um líquido vermelho no Rio Doce, em Colatina, que passou a ser investigado pelos setores competentes da Prefeitura Municipal, um novo registro chamou atenção neste sábado (16), desta vez nas proximidades da Ponte Florentino Avidos, no Centro da cidade.
O vídeo foi encaminhado à redação do Portal de Notícias ES FALA por um comerciante da região central. As imagens mostram o momento em que uma grande quantidade de um líquido de coloração branca sai de uma manilha e é despejada diretamente nas águas do Rio Doce.
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Líquido branco é despejado no Rio Doce/Leitor
A situação gerou preocupação entre moradores que assistiram às imagens. Algumas pessoas entraram em contato com a reportagem temendo que o material pudesse representar mais um possível caso de contaminação ambiental no principal rio da região.
Diante da repercussão, a redação do ES FALA informou que encaminhará o vídeo aos órgãos competentes para análise e posterior esclarecimento sobre a origem do material despejado.
Apesar da apreensão causada pelo vídeo, especialistas destacam que ainda não é possível afirmar, sem análise técnica, qual seria a composição do líquido esbranquiçado.
Entre as possibilidades mais comuns estão água de esgoto doméstico contendo detergente, sabão ou produtos de limpeza, descarte de água proveniente de lavanderias, lava-jatos ou indústrias, além de resíduos de obras, lavagem de concreto, sedimentos ou até materiais alimentícios como leite e derivados.
Por outro lado, dependendo da origem, o líquido também pode estar relacionado a substâncias químicas potencialmente nocivas ao meio ambiente, principalmente em casos acompanhados de sinais como cheiro forte, espuma persistente, presença de peixes mortos, oleosidade ou alteração intensa na coloração da água.
A orientação em situações semelhantes é que moradores registrem fotos e vídeos, anotem local e horário do ocorrido, evitem contato com a água e acionem órgãos ambientais, como Secretaria de Meio Ambiente, Iema, Defesa Civil ou Polícia Ambiental.
Caso seja confirmado descarte irregular de substâncias poluentes no rio, a prática pode configurar crime ambiental.













