O Tribunal de Contas do Estado do Espírito Santo divulgou nesta segunda-feira (18) o Índice de Vulnerabilidade Fiscal (IVF) de 2025, levantamento que avalia a capacidade financeira dos municípios capixabas para enfrentar quedas de arrecadação e aumento inesperado de despesas.
O estudo mostra que grande parte das cidades do Norte e Noroeste do Espírito Santo aparece classificada com vulnerabilidade fiscal média, enquanto alguns municípios receberam atenção especial do órgão de controle externo por apresentarem maior risco fiscal.
Segundo o TCE-ES, o Espírito Santo melhorou os indicadores fiscais em relação ao ano passado. O número de municípios considerados com baixa vulnerabilidade passou de 25 para 32 entre 2024 e 2025. Já as cidades classificadas com alta vulnerabilidade caíram de duas para apenas uma: Mimoso do Sul.
O município mais bem avaliado do Estado foi Aracruz, que obteve índice 32 e segue entre os mais equilibrados financeiramente desde 2019.
Colatina, Linhares e Baixo Guandu aparecem com vulnerabilidade média
Entre os municípios do Norte e Noroeste capixaba, Colatina e Linhares registraram índice 59, permanecendo na faixa de vulnerabilidade média.
Já Baixo Guandu apareceu com índice 50, ficando no limite da classificação considerada de baixa vulnerabilidade.
Outras cidades da região também ficaram na faixa intermediária, como:
- Nova Venécia – 59;
- São Mateus – 59;
- Jaguaré – 59;
- Montanha – 59;
- Sooretama – 59;
- Vila Valério – 59.
Barra de São Francisco e Pancas estão entre municípios que exigem maior atenção
O levantamento também classificou os municípios que demandam maior prioridade de ações de controle externo.
Barra de São Francisco e Pancas aparecem entre as sete cidades capixabas consideradas de alta prioridade pelo TCE-ES.
Segundo o órgão, isso não significa necessariamente que os municípios estejam em colapso financeiro, mas indica necessidade de maior acompanhamento para evitar riscos fiscais futuros.
Também chamaram atenção na região os índices de:
- Ibiraçu – 67;
- Mantenópolis – 67;
- Pedro Canário – 67.
Entenda o que é o Índice de Vulnerabilidade Fiscal
O IVF mede a capacidade financeira das prefeituras considerando quatro critérios:
- margem recorrente;
- endividamento;
- situação previdenciária;
- liquidez financeira.
As notas variam de 0 a 100. Quanto menor a pontuação, menor a vulnerabilidade do município.
A classificação funciona da seguinte forma:
- até 50 pontos: baixa vulnerabilidade;
- entre 51 e 80: média vulnerabilidade;
- acima de 80: alta vulnerabilidade.
De acordo com o auditor de controle externo Robert Detoni, responsável pelo estudo, o Estado apresentou melhora nos indicadores mesmo diante das dificuldades econômicas enfrentadas em 2025.
O TCE-ES destacou que os melhores resultados históricos continuam sendo os registrados durante os anos de pandemia, quando os municípios receberam auxílios financeiros extraordinários do Governo Federal.















