A decisão de encerrar centros presenciais de atendimento ligados à ação internacional contra a mineradora BHP tem gerado preocupação entre atingidos pelo desastre de Mariana. Moradores entraram em contato com a reportagem do Portal de Notícias ES FALA questionando como ficará o atendimento às pessoas que dependiam do suporte presencial para acompanhar o processo judicial.
Enquanto o escritório inglês Pogust Goodhead comemora internacionalmente a recente vitória contra a BHP e recebe premiações relacionadas ao caso, a estrutura física de atendimento no Brasil foi desmontada de forma abrupta.
Ao todo, cinco centros de atendimento deixaram de funcionar. Os espaços eram utilizados mensalmente por cerca de 11 mil pessoas em cidades atingidas pela tragédia ambiental.
Segundo relatos recebidos pela reportagem, muitos clientes dependiam do atendimento presencial para compreender documentos, acessar informações do processo e esclarecer dúvidas relacionadas à ação judicial, principalmente idosos, pessoas com baixa escolaridade e moradores com dificuldade de acesso à internet.
A principal preocupação levantada pelos atingidos é justamente sobre o novo modelo de atendimento. “Como pessoas sem acesso adequado à internet ou sem familiaridade com tecnologia serão atendidas daqui para frente?”, questionou um dos moradores que procurou a reportagem.
Ainda de acordo com informações internas, cerca de 56 funcionários ligados aos centros de atendimento ficaram sem uma definição clara sobre salários e continuidade das operações. informação que ainda não foi confirmada pelo escritório.
O comunicado encaminhado aos clientes informa que o atendimento passará a ocorrer prioritariamente por meio de portal online e e-mail.
A mudança provocou insegurança entre atingidos que utilizavam os espaços físicos como principal canal de apoio e acompanhamento do processo relacionado ao desastre de Mariana.
Declaração do Pogust Goodhead sobre os centros de atendimento
O Pogust Goodhead reafirma seu compromisso integral em garantir que todos os clientes atingidos pelo desastre da barragem de Mariana tenham acesso a suporte claro e eficaz à medida que o processo avança para a Fase 2, após o resultado histórico obtido no processo inglês, no qual o Tribunal Superior reconheceu a responsabilidade da BHP pelo colapso da barragem de rejeitos de Fundão, em 2015.
O escritório internacional continua totalmente comprometido com o caso, e advogados brasileiros, assim como os coordenadores regionais, continuam sendo os principais pontos de contato dos clientes para informações.
O Pogust Goodhead trabalha ativamente para garantir que nenhum cliente fique sem a orientação e o suporte necessários.
Em caso de dúvida, os clientes podem entrar em contato por meios dos seguintes canais de atendimento:
Portal do cliente:
E-mail: [email protected]
Instagram: @pogustgoodheadbr















