Projetos culturais ligados à Estrada de Ferro Vitória a Minas movimentam R$ 29 milhões em cidades do ES e MG

Iniciativas desenvolvidas ao longo da EFVM utilizam memória ferroviária, fotografia e audiovisual para impulsionar economia, cultura e desenvolvimento social

O incentivo à cultura tem ganhado cada vez mais força no Brasil e mostrado resultados expressivos também na economia. Dados da Fundação Getulio Vargas (FGV), encomendados pelo Ministério da Cultura, apontam que cada R$ 1 investido em cultura pode gerar retorno de até R$ 7,59 para a economia, representando ganhos superiores a 659%.

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O crescimento acompanha uma tendência mundial. Segundo a UNESCO, os setores culturais e criativos já representam 6,1% da economia global, movimentando cerca de R$ 10 trilhões por ano.

Nesse cenário, projetos desenvolvidos ao longo da Estrada de Ferro Vitória a Minas vêm transformando memória ferroviária em ferramenta de desenvolvimento econômico e social.

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Os projetos “Estação” e “Identidades”, liderados pelos produtores culturais Preto Filho e Diego Ribeiro, percorrem municípios cortados pela EFVM utilizando fotografia, audiovisual e manifestações culturais como instrumentos de valorização das comunidades locais.

Segundo os organizadores, o investimento conjunto de R$ 3,9 milhões nos dois projetos gerou impacto econômico estimado em R$ 29 milhões em cidades de Minas Gerais e do Espírito Santo, incluindo Colatina, Vila Velha, João Monlevade, Rio Piracicaba e Belo Horizonte.

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De acordo com Preto Filho, o modelo adotado faz com que os recursos permaneçam nas próprias cidades atendidas pelos projetos.

“É um modelo de engajamento social que promove a legitimidade e a percepção do território, estabelecendo um contato real com as comunidades por onde a Vale atua”, afirmou.

O projeto “Estação” qualificou 80 jovens de municípios mineiros, que receberam bolsas de incentivo de R$ 1 mil para atuação nas atividades culturais. Em apenas um ciclo, a iniciativa percorreu 172 quilômetros e alcançou cerca de 1 milhão de pessoas por meio de intervenções urbanas em sete municípios.

Já o projeto “Identidades” concentrou esforços no mapeamento e valorização de manifestações culturais consideradas sub-representadas. Segundo Diego Ribeiro, a cultura funciona como um vetor de dinamização econômica e fortalecimento comunitário.

“Ao entregarmos o livro-inventário e realizar o festival, devolvemos para as comunidades a dimensão de sua importância, atraindo novos fluxos financeiros”, destacou.

Além do impacto financeiro, o projeto também mobilizou 175 interlocutores e produziu um acervo de aproximadamente 5 mil fotografias, preservando 100 expressões culturais que passaram a integrar um inventário afetivo inédito no Espírito Santo.

As iniciativas devem continuar até 2028, com previsão de expansão das ações culturais e educativas para outros municípios ao longo da Estrada de Ferro Vitória a Minas.

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