A estreia da Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 2026, marcada para este sábado (13), já mobiliza torcedores em Colatina e em todo o país. Em meio à expectativa por gols e vitórias, uma tradição costuma se repetir a cada partida do Brasil: a queima de fogos de artifício durante as comemorações.
Diante do aumento do uso desses artefatos em dias de jogos da Seleção, o Corpo de Bombeiros Militar orienta a população sobre os riscos envolvidos e reforça a necessidade de seguir as normas de segurança para evitar acidentes.
Risco de queimaduras e amputações
Segundo os Bombeiros, um dos principais perigos está no manuseio inadequado dos fogos de artifício, especialmente quando os artefatos são segurados nas mãos ou utilizados sem seguir as instruções do fabricante.
As explosões podem provocar queimaduras de diferentes graus, além de causar lesões graves nos olhos e no rosto. Em casos mais severos, há risco de amputação de dedos e até de partes das mãos.
Perigo de incêndios
Além dos ferimentos, os fogos também representam risco de incêndios quando são utilizados próximos a residências, vegetação, veículos ou materiais inflamáveis.
De acordo com a corporação, o perigo aumenta quando os artefatos são instalados em suportes improvisados ou instáveis, que podem tombar durante o acionamento e direcionar as chamas para locais inadequados.
Outro alerta envolve a rede elétrica. Dependendo da trajetória dos fogos, cabos e equipamentos energizados podem ser atingidos, provocando interrupções no fornecimento de energia e situações de risco para a população.
Fogos com estampido são proibidos em Colatina
O Corpo de Bombeiros também orienta os moradores a observarem a legislação municipal antes de utilizar qualquer tipo de artefato pirotécnico.
Em Colatina, uma lei aprovada pela Câmara Municipal em 22 de abril de 2020 restringe a utilização de fogos com estampido, permitindo apenas artefatos que produzam efeitos visuais e sem ruídos.
A medida foi adotada para reduzir os impactos causados às pessoas com hipersensibilidade auditiva, idosos, pessoas com transtorno do espectro autista (TEA), recém-nascidos e animais, que costumam sofrer com os barulhos provocados pelas explosões.











