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Atingidos pela tragédia de Mariana fazem acampamento em Baixo Guandu e cobram retomada de auxílio

Cerca de 200 pessoas se reuniram às margens da linha férrea da Vale para discutir reparações e denunciar dificuldades enfrentadas após a contaminação do Rio Doce

Por ES Fala
· 2 min de leitura Atualizado · Sem comentários
Atingidos pela tragédia de Mariana fazem acampamento em Baixo Guandu e cobram retomada de auxílio

Moradores atingidos pelo rompimento da barragem de Mariana, em Minas Gerais, realizaram neste fim de semana um acampamento em Baixo Guandu, para debater o processo de reparação dos danos causados pela tragédia ambiental que ocorreu em 2015.

O encontro acontece nas proximidades da linha férrea da Vale, no bairro Sapucaia, e reúne cerca de 200 pessoas desde a última sexta-feira (13). Durante a mobilização, os participantes discutem os impactos que ainda enfrentam em decorrência da contaminação do Rio Doce e da região estuarina, além de reivindicarem medidas que garantam melhores condições de vida para as famílias afetadas.

Segundo os organizadores, o objetivo do acampamento é avaliar o andamento das ações de reparação e buscar alternativas para ampliar os benefícios destinados aos atingidos. Eles afirmam que os prejuízos provocados pelo desastre continuam presentes, dificultando a retomada de atividades econômicas que dependem diretamente da qualidade da água do Rio Doce.

Os participantes relatam que muitos trabalhadores ainda não conseguiram retornar plenamente às atividades que garantiam o sustento de suas famílias. Para eles, a situação permanece preocupante devido aos impactos ambientais que, segundo os atingidos, continuam sendo sentidos ao longo da bacia do rio.

Apesar da concentração de pessoas próximo à ferrovia, não houve qualquer interrupção no tráfego de trens durante o período do acampamento. A mobilização tem caráter pacífico e busca chamar a atenção para a realidade enfrentada pelas comunidades que dependem do Rio Doce para trabalhar e gerar renda.

Outro ponto central das reivindicações é a retomada do Auxílio Financeiro Emergencial (AFE). Os atingidos afirmam que o benefício deixou de ser pago em março deste ano, o que agravou as dificuldades enfrentadas por centenas de famílias que ainda convivem com os reflexos do desastre.

A programação do encontro se encerra neste domingo (15) e também tem servido como espaço para troca de informações, relatos e experiências entre moradores de diferentes municípios impactados pela lama da barragem.

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