Um grupo de integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) ocupou, na manhã do último sábado (13), uma área localizada na comunidade de Palhal, no interior de Linhares. Segundo informações repassadas por moradores, cerca de 20 pessoas participaram da ação.
De acordo com a comunidade, o terreno pertence ao Governo do Estado e foi cedido para utilização local. Após a ocupação, a Associação de Integração aos Moradores e Produtores Rurais do Palhal (AMO-PROP) divulgou uma nota pública manifestando preocupação com a situação.
No comunicado, a entidade afirmou reconhecer a importância histórica dos movimentos sociais na luta pelo acesso à terra e pelos direitos das populações rurais, mas destacou que a área ocupada possui destinação voltada para atender demandas da própria comunidade.
A associação também defendeu a construção de uma solução por meio do diálogo entre as partes envolvidas.
“Defendemos a abertura imediata de uma conversa entre as lideranças do movimento, a associação, o município e os demais órgãos envolvidos, para que seja construída uma solução pacífica, respeitosa e que preserve os direitos da comunidade”, informou a nota.
Segundo a entidade, a ocupação pode ter ocorrido em razão da falta de informações ou de diálogo prévio sobre a finalidade do espaço. A associação ressalta que, em geral, o MST realiza ocupações em áreas consideradas improdutivas ou sem uso público definido, situação que, segundo os moradores, não corresponde ao terreno ocupado em Palhal.
Ainda conforme a comunidade, existem projetos previstos para o local, incluindo a implantação de um campo de futebol, espaços de lazer e outras iniciativas voltadas para crianças, jovens e famílias da região.








