Uma mulher denunciou ter sido vítima de abuso sexual durante uma viagem de ônibus entre Colatina e Vitória.
A passageira embarcou em Aimorés (MG) com destino à Capital capixaba. Ela relatou que, na parada realizada em Baixo Guandu, um homem entrou no ônibus e ocupou uma poltrona à sua frente. Já em Colatina, após nova parada, o suspeito teria mudado de lugar e se sentado ao lado dela.
Segundo o relato, pouco tempo depois da saída de Colatina, ela começou a sentir que estava sendo tocada na região da coxa. Inicialmente, acreditou que pudesse ser um contato acidental, mas percebeu que o homem mantinha a mão sobre sua perna e, em determinado momento, chegou a colocá-la por baixo de sua coxa.
A mulher informou que fotografou discretamente a situação e enviou as imagens, juntamente com mensagens de pedido de socorro, ao namorado e a um amigo. Ela contou ainda que o suspeito continuou com os toques durante boa parte da viagem e, próximo à Serra, teria intensificado as investidas, tentando colocar a mão por baixo de seu vestido e tocando também a região dos seios.
A vítima relatou que ficou em estado de choque e sofreu uma crise de ansiedade. Ela afirmou que já foi vítima de abuso sexual no passado, circunstância que agravou seu desespero durante a viagem. A passageira também disse ter percebido um volume sob a blusa do homem, semelhante ao de uma arma, o que a deixou intimidada e impediu qualquer reação.
Ao chegar à Rodoviária de Vitória, a mulher procurou o motorista do ônibus para relatar o ocorrido. Segundo ela, o motorista informou inicialmente que aquele veículo seria o único da empresa sem câmeras de monitoramento. No entanto, posteriormente, ao entrar em contato com a empresa de transporte, recebeu a informação de que todos os ônibus da frota possuem câmeras, o que poderá auxiliar na investigação.
A mulher solicitou uma fotografia do suspeito, mas informou que o pedido não foi atendido naquele momento.
A vítima manifestou formalmente o interesse em representar criminalmente contra o homem apontado como autor dos abusos.
ES FALA: imagem ilustrativa










