Uma área de 6.337 metros quadrados de vegetação nativa da Mata Atlântica foi identificada como desmatada na zona rural de Marilândia, no Noroeste do Espírito Santo. A intervenção ocorreu em uma propriedade localizada na comunidade de Córrego Santa Ana, onde a vegetação em estágio inicial de regeneração foi removida sem a devida autorização ambiental.
Conforme a apuração, a área estava classificada como vegetação nativa em sistemas de georreferenciamento utilizados para monitoramento ambiental. A análise também apontou que a supressão da vegetação ocorreu em período anterior, sendo posteriormente implantada uma lavoura de café no local.
Segundo os levantamentos técnicos, a área apresentava características típicas de Mata Atlântica em estágio inicial de regeneração, com vegetação herbáceo-arbustiva, cobertura vegetal variando entre aberta e fechada e espécies lenhosas de pequeno porte. As avaliações foram realizadas com base em imagens de satélite, sistemas de georreferenciamento e na vegetação remanescente existente no entorno da área fiscalizada.
Durante a vistoria, também foi constatado que ainda havia restos de material lenhoso, galhadas e cipós na borda do fragmento florestal, sem qualquer aproveitamento econômico, indicando a supressão da cobertura vegetal nativa.
A legislação brasileira estabelece que a supressão de vegetação nativa do bioma Mata Atlântica depende de autorização do órgão ambiental competente. A remoção sem o devido licenciamento pode resultar em responsabilização administrativa, civil e criminal, além da aplicação de multas e outras medidas previstas na legislação ambiental.
ES FALA: imagem ilustrativa










