Atingidos pelo desastre do Rio Doce realizam ato em Colatina para cobrar transparência na aplicação dos recursos da reparação

Mobilização acontece nesta quarta-feira (29), na Praça Sol Poente, e reunirá movimentos sociais, sindicatos e moradores para defender maior participação na destinação dos recursos do novo acordo de reparação.

Movimentos sociais, sindicatos e moradores atingidos pelo rompimento da Barragem de Fundão, em Mariana (MG), realizam nesta quarta-feira (29), a partir das 8 horas, o Ato das Atingidas e dos Atingidos em Defesa do Rio Doce, na Praça Sol Poente, em Colatina.

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A mobilização é organizada pelo Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) e entidades sindicais da região, com o objetivo de cobrar mais transparência, controle social e participação popular na aplicação dos recursos destinados à reparação dos danos provocados pelo desastre ambiental, ocorrido há mais de dez anos.

Segundo os organizadores, a população de Colatina, dos municípios da bacia do Rio Doce e do litoral capixaba continua convivendo com os impactos deixados pelo rompimento da barragem e reivindica que os recursos do novo acordo de repactuação sejam utilizados de forma democrática e atendam às necessidades das comunidades atingidas.

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Entre as principais reivindicações está a criação de mecanismos que garantam maior fiscalização e participação da sociedade na definição das prioridades para aplicação dos recursos destinados aos governos federal, estadual e municipais.

Os movimentos também afirmam que moradores de Colatina ainda convivem com insegurança em relação ao consumo da água captada diretamente do Rio Doce. De acordo com as entidades, muitas famílias passaram a comprar água mineral regularmente, aumentando os gastos domésticos. Além disso, apontam preocupações com problemas de saúde, como doenças dermatológicas, intestinais e estomacais, além do aumento de casos de câncer, embora essas questões continuem sendo debatidas por especialistas e órgãos de saúde.

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Outro ponto levantado pelas organizações diz respeito aos impactos econômicos enfrentados por agricultores familiares e pescadores artesanais, que, segundo os movimentos, ainda sofrem dificuldades para recuperar suas atividades após o desastre.

Conselho federal também se reúne em Colatina

Também nesta quarta-feira, o município sediará a 6ª Reunião Ordinária do Conselho Federal de Participação Social da Bacia do Rio Doce e Litoral Norte Capixaba, que será realizada no Instituto Federal do Espírito Santo (Ifes) de Colatina.

O encontro reunirá representantes de comunidades atingidas de Minas Gerais e do Espírito Santo para discutir o andamento do processo de reparação.

Entre os temas previstos estão o pedido de reconhecimento de novas comunidades para acesso ao Programa de Transferência de Renda (PTR), incluindo os bairros Maria Ortiz, Barbados e comunidades do Columbia, em Colatina, além da revisão dos estudos relacionados à Lagoa do Aguiar, em Linhares, e à inclusão de áreas de Aracruz consideradas atingidas.

Também estará em pauta a situação dos pescadores artesanais, que reivindicam a manutenção do Programa de Transferência de Renda, considerado essencial para famílias que ainda enfrentam dificuldades em decorrência dos impactos provocados pelo rompimento da barragem de Fundão.

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