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Saiba qual a cidade da região que está entre as líderes em golpes no Espírito Santo; mais de 1,3 mil casos foram registrados

Linhares aparece entre os sete municípios capixabas com maior número de ocorrências de estelionato e fraudes no primeiro semestre de 2026; golpes do falso advogado, falso gerente e falsa central bancária estão entre os mais aplicados.

Por ES Fala
· 2 min de leitura Atualizado · Sem comentários
Saiba qual a cidade da região que está entre as líderes em golpes no Espírito Santo; mais de 1,3 mil casos foram registrados

Os golpes financeiros seguem avançando no Espírito Santo e já representam a maior parte dos crimes patrimoniais registrados no Estado. Entre os municípios com maior número de ocorrências está Linhares, que ocupa a quinta posição no ranking estadual, com 1.373 registros de estelionato e fraudes somente no primeiro semestre de 2026.

Os dados fazem parte do levantamento do Observatório da Segurança Pública, que contabilizou 26.009 casos de estelionato entre janeiro e junho deste ano. Juntas, sete cidades concentram 67,17% de todas as ocorrências registradas no Espírito Santo.

Ranking das cidades com mais registros de golpes

  • Vila Velha – 3.978 casos;
  • Serra – 3.697;
  • Vitória – 3.545;
  • Cariacica – 2.568;
  • Linhares – 1.373;
  • Cachoeiro de Itapemirim – 1.205;
  • Guarapari – 1.105.

O levantamento reforça uma tendência observada em todo o país: o estelionato se consolidou como o principal crime patrimonial, impulsionado principalmente pelo crescimento das fraudes praticadas por meios eletrônicos.

Fraudes eletrônicas seguem em alta

No Espírito Santo, as fraudes eletrônicas continuam crescendo. Em 2025, essa modalidade apresentou aumento de 19,5%, passando de 20.176 registros para 24.247 casos.

Segundo o delegado adjunto da Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DRCC), Ícaro Olimpio, o avanço já era esperado. Ele explica que os criminosos utilizam principalmente técnicas de engenharia social para convencer as vítimas a fornecer informações pessoais ou bancárias.

Entre os golpes mais frequentes no Estado estão o falso advogado, o falso gerente de banco e a falsa central de atendimento telefônico.

De acordo com o delegado, os criminosos entram em contato com as vítimas se passando por funcionários de bancos ou órgãos públicos e induzem a instalação de aplicativos, o acesso a links falsos ou o compartilhamento de códigos de autenticação. A partir daí, conseguem acessar celulares, aplicativos bancários e contas das vítimas.

Engenharia social é a principal arma dos criminosos

Grande parte dessas fraudes utiliza técnicas conhecidas como engenharia social, em que os golpistas manipulam emocionalmente a vítima para que ela forneça informações sigilosas, realize transferências via Pix, entregue cartões bancários ou autorize acessos aos dispositivos.

No cenário nacional, os golpes mais comuns sofridos pelos brasileiros são:

  • Clonagem ou troca de cartão – 45%;
  • Golpe do WhatsApp – 34%;
  • Falsa central bancária – 31%;
  • Golpe do Pix – 24%;
  • Uso indevido de CPF por SMS – 13%;
  • Leilões e lojas falsas – 10%.

Investigações exigem mais tempo

No primeiro semestre deste ano, o Espírito Santo contabilizou 37.762 crimes patrimoniais, considerando furtos, roubos e estelionatos. Desse total, 26.009 foram casos de fraude e estelionato, evidenciando o crescimento desse tipo de crime.

Segundo o delegado Ícaro Olimpio, as investigações de fraudes eletrônicas costumam ser mais complexas por envolverem quebras de sigilo, rastreamento digital e medidas judiciais, o que torna os inquéritos mais demorados.

Embora existam informações, em âmbito nacional, sobre grupos criminosos ligados a facções atuando nesse tipo de golpe, o delegado afirmou que, até o momento, as investigações realizadas no Espírito Santo ainda não identificaram elementos que comprovem essa relação.

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