Golpes se multiplicam em Colatina: moradores relatam fraudes com PIX, boletos, Detran e empréstimos
Registros mostram diferentes estratégias utilizadas para enganar vítimas; em um dos casos, boleto falso de plano de saúde resultou em pagamento de quase R$ 2 mil

Diferentes modalidades de golpes e fraudes financeiras têm levado moradores de Colatina a procurar as autoridades. Casos recentes analisados pelo ES FALA mostram casos envolvendo PIX, boletos falsos, falso site do Detran, empréstimos não reconhecidos e contatos feitos pelo WhatsApp.
As ações do bandidos mostram que não existe apenas uma estratégia utilizada pelos golpistas. Em alguns casos, as vítimas receberam cobranças aparentemente legítimas. Em outros, criminosos teriam utilizado informações pessoais ou se apresentado como representantes de empresas.
Um dos casos resultou no pagamento de R$ 1.913,27 por meio de um boleto que a vítima acreditava ser referente ao plano de saúde.
Boleto de quase R$ 2 mil teria sido enviado pelo WhatsApp
Em um dos registros, feito no domingo (14), um morador informou ter recebido pelo WhatsApp um boleto referente ao pagamento de seu plano de saúde.
Acreditando que se tratava de uma cobrança legítima, realizou o pagamento de R$ 1.913,27.
Somente depois da operação percebeu inconsistências em relação aos boletos anteriores.
O morador entrou em contato com a instituição financeira e posteriormente registrou o caso.
Site falso do Detran causa prejuízo
Outra vítima relatou que tentava pagar o licenciamento de um veículo quando acessou um site que acreditava pertencer ao Detran.
Após inserir os dados da placa, foi direcionada para a realização de um pagamento via PIX no valor de R$ 507,24.
O pagamento foi efetuado, mas, ao verificar posteriormente a situação do veículo, a vítima constatou que o licenciamento não havia sido regularizado.
Foi então que percebeu que poderia ter acessado uma página falsa.
Compra de caçamba termina em PIX para pessoa desconhecida
Outro caso ocorreu durante a negociação para aquisição de uma caçamba de entulho, que seria utilizada por uma empresa.
Segundo o relato, após contatos por telefone e WhatsApp, foi acertado o pagamento antecipado de R$ 370 via PIX.
Depois da transferência, o suposto responsável pelo serviço teria informado que o caminhão estava quebrado e que não poderia realizar a entrega naquele dia.
A vítima pediu a devolução do dinheiro, mas, segundo o registro, o valor não havia sido restituído.
A situação levantou a suspeita de que a empresa pudesse ter sido vítima de um golpe.
Golpista teria se apresentado como promotor
Em outro registro, uma vítima contou ter recebido uma ligação de um homem que teria se identificado como promotor.
Durante a conversa, ele alegou que a vítima teria valores a receber relacionados a um processo judicial.
O homem então orientou a vítima a realizar uma chamada de vídeo e seguir uma série de procedimentos no telefone celular.
Entre as orientações estavam o acesso a informações bancárias e a abertura de contas.
A vítima relatou que chegou a seguir parte das instruções, mas começou a desconfiar quando percebeu movimentações relacionadas à contratação de empréstimos.
Ao verificar os aplicativos bancários, encontrou operações de aproximadamente R$ 800 e R$ 830.
Segundo o registro, a vítima afirmou que não solicitou nem contratou os empréstimos, levantando a suspeita de que terceiros tenham realizado operações fraudulentas durante o contato.
Empréstimo de mais de R$ 340 mil aparece em carteira digital
Outro caso chama atenção pelo valor envolvido.
Uma vítima informou ter identificado em sua carteira digital a existência de um empréstimo consignado de R$ 340.680, parcelado em 380 prestações de R$ 896,68.
Segundo o relato, as parcelas estariam sendo descontadas diretamente da folha de pagamento.
A vítima afirmou que não reconhece a contratação do empréstimo e declarou não ter autorizado a operação.
O caso foi registrado para apuração.
Novo boleto de plano de saúde gera suspeita
Outro morador procurou registrar uma ocorrência depois de receber um boleto referente a plano de saúde e realizar o pagamento.
Após concluir a operação, percebeu que os dados apresentados no documento estavam diferentes daqueles encontrados nos boletos anteriores.
Diante da suspeita de fraude, entrou em contato com a instituição financeira e buscou providências para contestar a operação.
Golpes usam confiança e aparência de legitimidade
Os seis registros mostram uma característica comum: em grande parte das situações, a fraude tenta imitar uma operação legítima.
Um boleto parece pertencer a uma empresa conhecida. Um site apresenta aparência de serviço oficial. Uma ligação utiliza informações sobre processos judiciais. Uma negociação comercial é conduzida por aplicativos de mensagens.
Por isso, a recomendação é conferir cuidadosamente quem receberá o dinheiro antes de concluir qualquer PIX ou pagamento de boleto.
No caso de serviços públicos, taxas e documentos de veículos, o acesso deve ser feito diretamente pelos canais oficiais, evitando páginas recebidas por mensagens ou encontradas por meio de links desconhecidos.
Também é importante desconfiar de pessoas que, por telefone ou videochamada, solicitem acesso a aplicativos bancários, abertura de contas, instalação de programas ou realização de operações financeiras.




