Mãe é investigada por abandono após menino de 3 anos morrer em incêndio dentro de casa em Colatina
Investigação aponta que criança estava sozinha em um dos quartos e que fogo pode ter começado após ela manusear um isqueiro

Uma mulher de 31 anos passou a ser investigada por abandono de incapaz com resultado morte após a conclusão das diligências sobre o incêndio que matou um menino de 3 anos no bairro São Miguel, em Colatina.
A tragédia aconteceu no dia 29 de maio e vitimou Rike Gonçalves dos Santos. A investigação ficou sob responsabilidade da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Colatina.
As apurações trouxeram agora um elemento importante sobre as circunstâncias da morte: a criança estaria desacompanhada no momento em que o incêndio começou.
Criança estaria sozinha no quarto
No imóvel viviam a mulher investigada, o marido e os quatro filhos do casal, com idades de sete, cinco, três e dois anos.
Segundo as informações apresentadas após as diligências, o menino de 3 anos estava sozinho em um dos quartos da residência quando as chamas começaram.
A investigação também trabalha com a possibilidade de que o próprio menino tenha iniciado acidentalmente o fogo ao manusear um isqueiro.
Essa é a hipótese apontada pelas diligências e não significa que tenha havido intenção da criança de provocar o incêndio.
A conclusão de que o menino estaria desacompanhado no momento do fato levou à investigação da mulher por, em tese, abandono de incapaz com resultado morte.
Menino foi encontrado dentro do quarto
No dia da tragédia, vizinhos perceberam o incêndio e tentaram combater as chamas antes da chegada das equipes de emergência.
O fogo se espalhou pelo imóvel e provocou grande destruição.
Durante o atendimento da ocorrência, a criança foi localizada no interior do quarto. Os demais moradores não ficaram feridos.
O caso provocou grande comoção em Colatina.
Casa precisou ser interditada
Depois do incêndio, a residência foi interditada devido aos danos provocados pelas chamas.
A estrutura sofreu problemas principalmente na cobertura e nas instalações elétricas.
A família passou a receber acompanhamento de diferentes serviços municipais, com atuação das áreas de Assistência Social, Defesa Civil, Segurança Pública e Educação.
Foram fornecidos itens emergenciais e apoio para o deslocamento da mãe e das demais crianças para o município da Serra.
Crime pode ter pena elevada
O abandono de incapaz está previsto no artigo 133 do Código Penal.
Quando a situação resulta na morte da vítima, a legislação prevê pena de reclusão de oito a 14 anos.
A lei também estabelece hipóteses de aumento de pena, dependendo da relação existente entre o responsável e a vítima e das circunstâncias do caso.
É importante destacar que a mulher é investigada e que o enquadramento apontado no inquérito não representa uma condenação. Eventual responsabilização criminal dependerá das etapas posteriores do processo.
Caso será encaminhado ao Ministério Público
Com a conclusão do inquérito, o procedimento deverá ser encaminhado ao Ministério Público do Espírito Santo (MPES).
Caberá ao órgão analisar os elementos reunidos durante a investigação e decidir quais providências serão adotadas.
ES FALA: informação Folha Vitória




