Gigantes do conilon: região de Linhares e Vila Valério ajuda ES a produzir quase 70% do conilon do Brasil
Linhares, Rio Bananal, Jaguaré, Vila Valério e Nova Venécia estão entre os grandes polos da cultura; produção capixaba cresceu 32,6% e chegou a 871,4 mil toneladas em 2025.

A força da agricultura do Norte e Noroeste do Espírito Santo aparece nos novos números da produção agrícola brasileira. O Estado produziu 871,4 mil toneladas de café conilon em 2025, crescimento de 32,6% na comparação com o ano anterior, quando foram registradas 657 mil toneladas.
Os dados são da Produção Agrícola Municipal (PAM), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), e foram analisados pela Gerência de Dados e Análises da Secretaria de Estado da Agricultura (Seag).
Além do forte crescimento da safra, outro número chama atenção: o Espírito Santo respondeu por 69,5% de toda a produção brasileira de café conilon em 2025, mantendo a liderança nacional.
Na prática, de cada dez toneladas de conilon produzidas no país, quase sete saíram de lavouras capixabas.
O resultado tem impacto especial no interior do Estado, onde o café está entre as principais atividades econômicas e movimenta propriedades rurais, comércio, prestação de serviços, transporte e geração de empregos.
Pimenta-do-reino também avança e ES lidera o Brasil
Outra cultura de forte presença principalmente no Norte capixaba apresentou crescimento expressivo.
A produção de pimenta-do-reino passou de 73,5 mil toneladas em 2024 para 83,5 mil toneladas em 2025, uma alta de 13,6%.
O Espírito Santo também ocupa o primeiro lugar no Brasil nessa cultura e respondeu por 61,5% de toda a pimenta-do-reino produzida nacionalmente no ano passado.
Os números reforçam o peso das duas culturas na agricultura capixaba: o Estado concentra mais da metade da produção brasileira tanto de conilon quanto de pimenta-do-reino.
ES ultrapassa 1 milhão de toneladas de café
Quando são somadas as produções de conilon e arábica, o Espírito Santo alcançou 1,07 milhão de toneladas de café em 2025.
Com esse volume, ficou na segunda colocação nacional, respondendo por 30,7% da produção brasileira de café.
Somente o café arábica alcançou 198,9 mil toneladas, colocando o Estado na terceira posição nacional nessa variedade.
O secretário estadual da Agricultura, Enio Bergoli, destacou que os resultados refletem uma agricultura diversificada e a capacidade dos produtores de incorporar tecnologia e aumentar a produtividade.
Segundo ele, o desafio é continuar fortalecendo as cadeias produtivas, aumentando a competitividade e a agregação de valor para ampliar a geração de renda no meio rural.
Cacau também cresce
Outra cultura importante para o Norte do Espírito Santo, o cacau apresentou crescimento próximo de 7,5%.
A produção capixaba chegou a 13,3 mil toneladas, volume que colocou o Estado na terceira posição entre os maiores produtores brasileiros, com participação de 4,2% no total nacional.
Também houve crescimento na produção de tangerina, melancia e laranja.
Já banana, mandioca, cana-de-açúcar, tomate e milho apresentaram variações menores em relação a 2024.
Espírito Santo também lidera produção de mamão
O levantamento mostra que a força da agricultura capixaba vai além do café e da pimenta.
O Espírito Santo produziu 385,9 mil toneladas de mamão em 2025, o equivalente a 33,3% da produção brasileira, garantindo ao Estado mais uma liderança nacional.
O desempenho é especialmente relevante para o Norte capixaba, região onde a fruticultura possui forte participação na atividade rural.
Chuchu e inhame colocam ES novamente no topo
A partir de 2025, o IBGE passou a acompanhar 12 novas culturas na PAM: abóbora, acerola, alface, cenoura, chuchu, cupuaçu, graviola, inhame, milho verde, morango, pimentão e repolho.
E os primeiros resultados revelaram outras duas lideranças capixabas.
O Estado produziu 140,5 mil toneladas de chuchu, correspondentes a 31,3% da produção nacional, e 89,3 mil toneladas de inhame, equivalentes a 30,1% do total brasileiro.
Nos dois produtos, o Espírito Santo ocupa o primeiro lugar no país.
O Estado também aparece entre os maiores produtores brasileiros de repolho, pimentão e morango.
Com a ampliação da pesquisa, os dados do IBGE passam a revelar com mais detalhes uma característica importante da agricultura capixaba: apesar do enorme peso do café, o Espírito Santo mantém uma produção rural bastante diversificada, com culturas distribuídas por diferentes regiões do Estado.




