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Em poucos dias, ES FALA levanta 11 casos de golpes em Colatina e região com prejuízo de milhares de reais

Em apenas alguns dos casos analisados pelo ES FALA, vítimas perderam dinheiro com falso advogado, falsa empresa de leilão, aluguel inexistente, compras pela internet e transações não reconhecidas

Por ES Fala
· 4 min de leitura · Sem comentários
Em poucos dias, ES FALA levanta 11 casos de golpes em Colatina e região com prejuízo de milhares de reais

Uma sequência de golpes registrados nas últimas semanas em Colatina e municípios da região Noroeste do Espírito Santo chama a atenção para a variedade de estratégias utilizadas por criminosos para conseguir dinheiro das vítimas. Levantamento feito pelo ES FALA a partir de diferentes ocorrências mostra prejuízos que, somados, ultrapassam R$ 87 mil.

Foram analisados 11 casos envolvendo suspeitas de estelionato ou fraude em Colatina, Baixo Guandu, São Domingos do Norte e Governador Lindenberg. As situações incluem falso advogado, falsa empresa de leilão, aluguel de imóvel inexistente, compra pela internet, cobrança de suposta dívida médica e movimentações bancárias não reconhecidas.

O valor de R$ 87.361,55 considera somente os casos em que foi possível identificar claramente quanto a vítima perdeu. Em outras situações houve tentativa de golpe, mas o pagamento não chegou a ser realizado.

Falsa empresa de leilão causa prejuízo de cerca de R$ 80 mil

O caso de maior valor ocorreu na zona rural de Governador Lindenberg. Uma pessoa relatou que encontrou nas redes sociais uma suposta empresa de leilões e entrou em contato.

Após receber um link, acessou a página e realizou transferências bancárias para diferentes pessoas. Somente depois percebeu que poderia ter sido vítima de fraude.

O prejuízo informado foi de aproximadamente R$ 80 mil.

Falso advogado também fez vítima

Em São Domingos do Norte, outra pessoa recebeu uma mensagem de alguém que se apresentou como seu advogado. O golpista afirmou que a vítima teria ganhado uma causa judicial e que seria necessário acessar um link para receber o dinheiro.

Após entrar no endereço enviado, a vítima foi direcionada a um ambiente que simulava uma operação bancária e acabou realizando uma transferência relacionada a supostos encargos e honorários advocatícios. O valor do prejuízo não aparece especificado nas informações analisadas pelo ES FALA.

Compras pela internet terminam em prejuízo em Baixo Guandu

Dois outros casos ocorreram em Baixo Guandu.

Em um deles, uma pessoa comprou dois faróis anunciados pela internet e transferiu R$ 350 via Pix. Após o pagamento, a mercadoria não foi entregue e o suposto vendedor deixou de responder.

Em outro caso, uma pessoa viu na internet anúncio de um suposto medicamento para prevenção do Alzheimer. Após fornecer dados do cartão e pagar R$ 856,06, percebeu que havia caído em um golpe e não recebeu o produto.

Corrida no Chile termina com cobrança muito maior

Em Colatina, uma pessoa que esteve no Chile utilizou um serviço de táxi e pagou a corrida com cartão de débito.

O valor apresentado inicialmente equivaleria a aproximadamente R$ 374,19, mas posteriormente foi identificado um débito de 656.940 pesos chilenos, quantia muito superior ao preço da corrida. O caso foi comunicado após a vítima retornar ao Brasil.

Cartão teve série de movimentações não reconhecidas

Outra vítima de Colatina percebeu diversas transações que afirmou não ter realizado em seu cartão de crédito.

Os lançamentos ocorreram em diferentes datas de agosto e somaram aproximadamente R$ 3.331,30. A pessoa informou que permanecia com o cartão e não sabia explicar como os dados teriam sido utilizados.

Falso aluguel pelo WhatsApp

Outro golpe começou depois que uma vítima encontrou, em um grupo de WhatsApp, anúncio de uma casa para alugar.

Após conversar com o suposto proprietário, ela transferiu R$ 450 via Pix. O homem passou então a pedir mais dinheiro, alegando que seria necessário retirar móveis existentes na residência.

Desconfiada, a vítima procurou o endereço e descobriu que a casa anunciada pelo golpista não existia naquele local. Ela ainda tentou recuperar o dinheiro, sem sucesso.

Golpista se passou por advogado e conseguiu acesso a conta

Em outro caso registrado em Colatina, uma pessoa recebeu ligação de alguém que se identificou como advogado. Durante a conversa, a vítima informou possuir conta em um banco digital e foi orientada a acessar o aplicativo.

Segundo as informações obtidas pelo ES FALA, o criminoso conseguiu acesso à conta e transferiu R$ 2 mil para outra pessoa.

Suposto delegado exigiu R$ 4 mil

Um dos casos mais preocupantes ocorreu após uma moradora de Colatina receber uma ligação de um número com DDD 51.

O interlocutor se apresentou como delegado e afirmou possuir supostas provas que envolveriam a mulher com um menor de 15 anos. Em seguida, teria exigido R$ 4 mil para que uma suposta denúncia fosse retirada do sistema.

A vítima desconfiou e não realizou o pagamento.

Mensagem sobre suposta cobrança médica

Também houve tentativa envolvendo uma suposta cobrança de consulta médica. Uma vítima recebeu mensagem pelo WhatsApp informando a existência de uma pendência financeira e um link para pagamento.

Como havia realizado uma consulta médica naquela mesma semana, inicialmente considerou a cobrança possível. Entretanto, após receber orientação sobre golpes envolvendo links falsos, desconfiou e não efetuou o pagamento.

Golpes usam confiança e urgência

Os casos mostram que não existe uma única forma de abordagem. Os criminosos exploram situações cotidianas e relações de confiança: fazem-se passar por advogados, autoridades, vendedores e proprietários de imóveis, além de criarem páginas e anúncios aparentemente legítimos.

A recomendação é desconfiar principalmente de pedidos inesperados de transferência, links enviados por mensagens, cobranças urgentes e solicitações para acessar aplicativos bancários. Antes de qualquer pagamento, a pessoa deve procurar o profissional, empresa ou instituição por um canal de contato obtido de forma independente.

Nos casos envolvendo supostos parentes, advogados ou autoridades, a confirmação deve ser feita por outro telefone ou diretamente com a pessoa ou instituição mencionada.

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