Moradores encontram lama do Rio Doce nas caixas d’água de casas em Colatina

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Três anos depois do desastre ambiental no Rio Doce, que atingiu o Espírito Santo, moradores de Colatina, ainda estão com medo da qualidade da água.

Nesta segunda-feira, moradores registraram uma lama espessa nas caixas d’água de suas casas, no bairro Santos Dumont.

Uma das moradoras, a costureira Vania de Oliveira, contou que identificou o problema quando o marido foi lavar a caixa da sua casa.

“As velas do filtro de barro que eu uso sujam muito rápido, os furinhos do chuveiro também estavam entopidos. Daí, fui ver a caixa e estava nessa situação. A água estava caindo de cor escura, além de ter acumulado toda essa sujeira”, contou.

Ela disse ainda que ficou surpresa e avisou a uma de suas vizinhas. “Mostrei para uma delas que tinha mais tempo que não abria a caixa. A dela estava ainda pior, inclusive. Com muita lama”, disse

Segundo a prefeitura, a água está apta para o consumo e existem laudos técnicos das análises para comprovar.

A prefeitura explicou que no caso do bairro Santos Dumont a rede é muito antiga e teve um rompimento recentemente.

“Após os consertos, quando se tem o reabastecimento, acontece da crosta (sujeira que se acumula) seguir junto com a força da água que retorna e em poucas horas tudo voltou ao normal. Pode se averiguar que a água está chegando limpa às torneiras”, falou a nota.

Os moradores, no entanto, afirmam que não foram avisados desse rompimento.

A Fundação Renova disse que faz parte de suas ações de reparação monitorar a água para consumo humano em Colatina.

De acordo com a Renova, a análise da água é realizada antes de passar pelas Estações de Tratamento de Água (ETAs) e após o tratamento, na etapa que antecede a distribuição, processo que é de responsabilidade das concessionárias locais.

Os resultados são compartilhados com as secretarias de Saúde municipais e estadual do Espírito Santo. Para ser consumida, a água precisa passar por tratamento convencional.

“Desde o primeiro semestre de 2017, os níveis de metais no curso d’água do Rio Doce têm se mantido dentro dos parâmetros de normalidade, em valores semelhantes aos encontrados antes do rompimento da barragem”, informou a Fundação em nota.

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