Caso Ordesc: Quando vamos receber? O Ministério Público do Trabalho instaurou mediação

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O Ministério Público do Trabalho instaurou mediação no caso Ordesc (Organização para o Desenvolvimento Social e Cidadania), com o objetivo de viabilizar o pagamento das verbas rescisórias. Assim, possibilitando que os valores retidos pelo município sejam pagos diretamente aos trabalhadores. Esta proposta, aparentemente aceita pelo município e pela Ordesc, depende de dois elementos: concordância dos sindicatos dos trabalhadores e que o valor retido pela Prefeitura de Colatina seja suficiente para custear os valores das rescisões e o bloqueio judicial, segundo a ata da reunião que ocorreu no dia 18 de Junho. A mediação está em curso e o Ministério Público do Trabalho tem adotado o procedimento em ritmo acelerado em razão da urgência do caso.

Segundo o vereador Charles Lupe, que se interessou pelo caso por questões humanitárias visto que está preocupado com a situação dos trabalhadores da Ordesc disse: “Tenho recebido dezenas de mensagens de trabalhadores que estão em situação dramática, sem dinheiro para pagar contas e recorrendo a empréstimos”.

Na reunião que ocorreu na sede no Ministério Público do Trabalho, em Colatina, sob a presidência do Procurador do Trabalho, Dr. Bruno Gomes Borges da Fonseca, participaram representantes do Município de Colatina, e SIMES- Sindicato dos Médicos do Estado do ES, Sindicatos dos Trabalhadores em Hospitais, Clinicas Medicas, Odontológicas, Sindicato dos enfermeiros, Sindicatos dos Nutricionistas, Sindicato dos Odontologistas. Ficaram duas categorias fora da mesa de negociações: o auxiliar de serviços gerais e do administrativo, pois os mesmos não tem representação sindical. Ainda não se tem definição do caso, mas o Ministério Público do Trabalho está empenhado, devido a gravidade do caso, em construir um denominador comum.

A administração pública municipal vem retendo 5% dos pagamentos, tendo como objetivo fazer um caixa, pois se caso acontecesse algum problema teria condições de arcar com a sua parte, se assim for necessário e determinado. Segundo o Procurador da Prefeitura de Colatina, Dr. Junior Zaque:” Por hora a Prefeitura de Colatina é coadjuvante, já tentamos até fazer as rescisões individuais na conta dos trabalhadores, mas por conta da ação judicial não foi possível. Por isso, a Prefeitura de Colatina deverá esperar essa intermediação do Ministério Público do Trabalho, para ver como a prefeitura pode ajudar, por hora estamos como coadjuvante infelizmente”.

A reportagem do ES-FALA teve acesso às mensagens enviadas pelos ex trabalhadores da Ordesc. São desesperadoras. pessoas que estão em dificuldades financeiras que nem mesmo tem condições de pagar suas contas fixas, muitos estão voltando a morar com os pais por pura necessidade, outros recorrendo a empréstimos para quitar suas dívidas geradas por esse empasse que prejudica a vida de 200 famílias colatinenses.  

2 respostas

  1. Fico pensando no gestor do contrato da Ordesc, ele sabe muito bem que se tem um seguro para quitar estas dividas, mas o que tenho visto mesmo é um pouco caso das autoridades minicipais, porque sabemos que se for a justiça os gestores irão dizer que fiscalizaram as contas os pagamentos do fgts e outros e sabendo por ser um órgão público os funcionários nunca receberão pois tem sido assim em outros órgãos também como na Justiça Federal onde uma empresa que faliu e até o presente momento os funcionários não receberam nada e isto já fazem oito anos e o caso está parado em Brasília, por ser um órgão federal ou municipal como sempre quem sempre paga é o trabalhador ou colaborador nome este dado ao gado marcado que nunca se cansa de trabalhar para ganhar as migalhas impostas por um governo movido pela corrupção. Vagner Willys da Costa.

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