Supermercados querem vender medicamentos; especialistas alertam para riscos

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Com o argumento de facilitar a vida da população, tramita na Câmara um projeto que permite a venda de medicamentos que dispensam receita médica em supermercados e estabelecimentos similares. Os medicamentos são destinados ao tratamento de sintomas e condições de baixa gravidade, como cefaleias, acidez estomacal, dores pelo corpo, entre outros.

Os supermercados do Espírito Santo, representados pela Associação Capixaba de Supermercados (Acaps), estão mobilizados para que a lei seja aprovada e sancionada. As entidades defendem que a venda de medicamentos isentos de prescrição não oferece grandes riscos à saúde.

“As farmácias já comercializam outros itens além de remédios, inclusive muitos produtos que antes só eram vendidos em supermercados, como biscoitos, sucos, refrigerantes, água, balas, chicletes, entre outros. Acreditamos na liberdade de mercado e na livre concorrência para a construção de um país mais forte e moderno”, reforça o superintendente da Acaps Hélio Schneider.

Automedicação é realizada por 79% dos brasileiros

O resultado de uma pesquisa realizada pelo Instituto de Ciência Tecnologia e Qualidade (ICTQ), em setembro de 2018, indica que 79% dos brasileiros com mais de 16 anos de idade têm o hábito de se automedicar.

“No Brasil, os medicamentos são o principal agente causador de intoxicação em seres humanos”, alerta o médico Luiz Monteiro, presidente da Associação Brasileira das Empresas Operadoras de PBM (Programa de Benefício em Medicamentos).

Para ele, muitas pessoas ignoram as sérias consequências que o uso descontrolado de alguns remédios pode provocar, inclusive os MIPs (Medicamentos Isentos de Prescrição). “Mesmo remédios que não tenham a necessidade de uma receita médica oferecem riscos à saúde das pessoas, se consumidos de forma abusiva. Os efeitos colaterais que eles podem provocar também variam de pessoa para pessoa, sendo mais graves para uns do que para outros. Por isso, até mesmo com os MIPs, o uso deve ser orientado”, explica Monteiro.

A liberação da venda de medicamentos em supermercados pode acarretar na incidência do uso da automedicação. Mesmo que em farmácias, a venda de remédios sem prescrição seja realizada, os especialistas defendem, que no local existe um farmacêutico (profissional da área), que pode orientar a pessoa sobre o uso de determinada substância.

Fonte: Portal Linhares

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