A falta de moedas para troco é um dos maiores gargalos do varejista na atualidade. Independente da forma como é resolvido em seu negócio, o problema impacta de várias maneiras. O comércio de Colatina sofre com esse problema. Supermercados, lojas, padarias, lanchonetes todos os segmentos do varejo estão se perguntando onde estão as moedas.
A necessidade é tanta que até pedintes estão trocando moedas por cédulas. Um senhor que está sempre na rua dos ônibus em Colatina, Rua Alexandre Calmon, comentou que diariamente troca moeda por cédulas, não quis comentar quanto em valor é trocado diariamente mas disse que da pra ajudar. ” E ganho até um lanche de vez em quando” relata o senhor que está impossibilitado de trabalhar e durante o horário comercial pede uns trocados para sobreviver. A pergunta dos comerciantes é sempre a mesma: Onde estão as moedas?
Segundo informação do Banco Central estão nos cofrinhos das residencias. De acordo com esse órgão, 35% das moedas produzidas no Brasil desde 1994 estão fora de circulação. Isso significa que R$ 1,4 bilhão em moedas está guardado
Maristela Luchi proprietária de uma das lanchonetes mais frequentadas de Colatina, fala da sua dificuldade em conseguir moedas para troco. ” Está cada vez mais difícil conseguir moedas pra trabalhar. Se o pessoal não quebrar os cofrinhos, não sei onde a gente vai parar”, ressalta a comerciante.
Na falta de moedas para troco, o arredondamento costuma ser a principal solução. Entretanto, ele acaba impactando no fechamento de caixa. Outra questão é que apesar da prática de devolver troco em produtos para o cliente ser muito comum, é necessário lembrar que a famosa balinha como troco é uma prática ilegal, prevista pelo Art. 39 do Código de Defesa de Consumidor.
Ainda no mesmo Artigo, é esclarecido que na falta do troco correto para venda de produto com valor fracionado, o preço deve ser arredondado para baixo até que seja possível devolver troco para o consumidor. Ou seja, no caso de uma venda fechada em R$ 3,99, e na falta de R$ 0,01 para troco, o correto com o consumidor seria arredondar até, por exemplo, R$ 3,95, quando uma moeda em caixa de R$ 0,05 poderia ser entregue.
Na prática, o que normalmente ocorre é o arredondamento para cima, quando o cliente sai sem seu troco por ausência de moedas. Essa situação é considerada abusiva pelo Código de Defesa do Consumidor e pode ser prevista como enriquecimento sem causa. Afinal, de pouco em pouco, o arredondamento pode significar um aumento de lucro da loja.
Não da para definir qual o valor de moedas estão guardadas nos cofrinhos nas residências em Colatina, mas em nível de percentual, já está definido pelo Banco Central que o percentual referencial é de 35%. Com isso pode-se dizer que de toda as moedas circulantes em Colatina um terço está dentro das casas guardadas no cofrinho.















