Colatinense Luciene Olegário relata as dificuldades de viver na Itália devido ao coronavírus

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A colatinense Luciene Olegário ex-moradora do Bairro São Vicente, conta o drama que está vivendo, principalmente nos últimos dias em Roma na Itália, pois o governo baixou um novo decreto expandindo a chamada zona vermelha para todo o território nacional. Isso significa inúmeras restrições que tem como objetivo diminuir o aumento avassalador do contágio do Coronavírus.

Ela está morando na Itália há vários anos, é formada pela Universita La Cattolica e exerce a função junto as pessoas que possuem algum tipo de desabilidade psiquiátrica. Luciene contou a angústia que está vivendo, o medo da sociedade e o trabalho que o governo está tendo para pelo menos amenizar a epidemia.

Ela diz que as áreas que não eram denominadas vermelhas passaram também a ser consideradas de risco após o decreto estabelecido nesta terça-feira (10). No documento estão uma série de determinações governamentais relatando que é expressamente proibido sair de casa, a não ser por questões de suma importância. Bares, restaurantes, cerimoniais, todos estão fechados.

A ida ao supermercado, antes atitude tão normal e prazerosa para o italiano, hoje virou caso de polícia, pois tudo é controlado pelas autoridades. Para entrar no supermercado as pessoas devem formar fila e dependendo do tamanho do supermercado somente podem entrar de 5 a 10 pessoas por vez. E no instante que estão fazendo as compras devem manter uma distância de no mínimo 1 metro uns dos outros.

Existe uma enorme dificuldade para se deslocar de uma região para outra. Esta ação somente é possível se houver uma autorização do governo e se alguém forjar o documento, a multa é pesada. A expectativa é que a determinação em toda a Itália ocorra pelos próximos dois dias, para que o governo analise as consequências da Medida e se ocorreu a diminuição do contágio.

A atividade da colatinense Luciene Olegário é externa, trabalhando na área da saúde mental, assim ela tem que se deslocar para as residências dos seus pacientes diariamente. Em relação à saudade de casa, ela expressa muito carinho por Colatina. “Colatina é mais que minha cidade e amo essa terra, minha mãe morou toda a vida ai”. Finaliza a colatinense que relata o cotidiano dos brasileiros e europeus que passam por momentos de pânico em um dos países mais importantes do velho mundo.

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