“Abutres se alimentam da crise e tentam tirar proveito político”, diz Casagrande

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O Governador do Espírito Santo, Renato Casagrande, vê as mortes provocadas pelo novo coronavírus ultrapassagem o marco de 2 mil em todo o Estado, mas avalia que agiu corretamente ao incentivar o distanciamento social, o uso de máscaras e outras medidas baseadas em evidências científicas.
Pressões de grupos diversos, no entanto, tentam apontar, para direções diversas, tanto em busca de um recrudescimento de ações para combater o novo coronavírus quanto pela abertura indiscriminada da economia. 

Além de críticas razoáveis, teorias da conspiração e desinformação nas redes sociais e aplicativos de mensagens. Mais do que isso, ganham espaços em discursos feitos na tribuna da Assembleia Legislativa e outros meios oficiais. O Governador Renato Casagrande não cita nomes, mas diz que há “abutres que se alimentam da crise”. Para ele, um dos principais problemas da pandemia reside na politização do tema.
Medicamentos sem eficácia comprovada, como a cloroquina, viraram objeto de propaganda, inicialmente, pelo Presidente da República, Jair Bolsonaro, mas já ganharam a simpatia nada discreta até mesmo de aliados do próprio governador em pleno ano de eleições municipais.

Em entrevista a uma canal de comunicação estadual, o governador disse:

“A gente teve que suportar muitas críticas, mas sabendo o que a gente estava fazendo estava certo. Hospital de Campanha, por exemplo, nunca descartamos, mas saiamos que se pudéssemos evitar seria bom para o Espírito Santo por que o investimento nos hospitais próprios e nos hospitais filantrópicos é um investimento que fica para sempre”. Revela.

Outro ponto tratado na entrevista foi sobre a politização da pandemia: “a política está muito tensionada, polarizada, entre grupos muito radicalizados, não só de lideranças, mas se reproduz na sociedade. Isso exige que a gente possa definir um caminho. Se a gente for tomando decisões com base naquilo que ouve do grupos mais radicalizados, a gente faz um caminhar de vaivém sem resultado. Até a pandemia se tornou. Se você usa máscara ou não, você se enquadra em um campo político. Se você defendo o distanciamento social ou não, você se enquadra em um campo político. E tem um debate forte na sociedade provocado, inclusive, pelo comportamento do presidente Jair Bolsonaro, que uma parte das pessoas acha que o vírus é uma invenção chinesa para prejudicar o mundo. Acha que o uso da máscara não tem importância, acha que não precisa fazer isolamento. O uso de um medicamento… Isso tudo ficou politizado e está dificultando ainda mais o nosso trabalho”. Revela Casagrande.

ES-FALA/Informações entrevista A Gazeta. 

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