Empresa que esteve por décadas em Colatina tem falência decretada pela Justiça do ES

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Há anos enfrentando diversas dificuldades financeiras, a tradicional empresa Capixaba que teve filial por décadas em Colatina, a rede Dadalto teve a falência decretada pela justiça do Espírito Santo. A decisão foi tomada em 13 de fevereiro deste ano pelo juiz Leonardo Mannarino Teixeira Lopes, da Vara da Recuperação Judicial e Falência de Vitória. Mas a decretação da quebra da companhia tornou-se irrecorrível em julho deste ano.

A sentença dada pelo juiz de primeiro grau aconteceu após o credor Credit Recover Consultoria em Cobrança LTDA ajuizar um pedido de falência contra a Dadalto (DLC Comércio Varejista), em 23/04/2018, em decorrência de uma dívida no valor de R$ 272.154,67. A Credit Recover fazia operação de antecipação de crédito para a varejista, mas diante da crise que enfrentava, a Dadalto não conseguiu honrar os compromissos financeiros.

No sentença o juiz Leonardo Mannarino Teixeira Lopes, determina ainda que o administrador que tocava o processo de recuperação seja substituído, e nomeie para o desempenho do encargo um profissional do escritório Carlos Magno, Nery e Medeiros Advocacia Empresarial.
Outras determinações do juiz dizem respeito aos trâmites inerentes a um processo falimentar, como o levantamento pelo novo administrador da massa falida de todos os credores da Dadalto e a listagem de seus respectivos bens.

Também consta no documento que órgãos como Junta Comercial, Cartórios de Registros Imobiliário do Espírito Santo, Fazendas Federal, Estadual e municipais do Estado seja oficializados para fins de ciência quanto a decretação da quebra da empresa.

O Juiz declara ainda que fará a ordem de bloqueio em relação aos ativos financeiros da sociedade falida por meio do sistema BacenJud. Além disso, cita que realizará pelo  RenaJud “a fim de localizar eventuais veículos porventura cadastrado em nome da sociedade empresária e também dos seus sócios, impondo sobre eles, também em caráter acautelatório restrição à transferência. 

PROCESSO DE RECUPERAÇÃO JUDICIAL COMEÇOU EM 2015

A Dadalto entrou com o processo de recuperação judicial em outubro de 2015 e, em janeiro de 2016, ele foi aceito pela juíza da 13ª Vara Cível Especializada Empresarial, de Recuperação Judicial e Falência de Vitória, Kelly Kiefer. Na época, a varejista reconheceu ter dívidas de R$ 123,38 milhões junto a 1.111 credores. Os débitos trabalhistas, junto a 578 profissionais, somavam R$ 12,1 milhões. Em relação aos credores quirografários, que possuem direitos preferenciais no recebimento, constam 467 nomes que têm R$ 108,5 milhões a receber. Há ainda a classe das microempresas e empresas de pequeno porte, com 66 credores e dívidas de R$ 2,7 milhões.

Na listagem fiscal, os débitos tributários são da ordem de R$ 56,4 milhões, sendo R$ 47,96 milhões em impostos federais e R$ 8,5 milhões em tributos estaduais. 

ES-FALA/Informação A Gazeta

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