Após a confirmação que o artefato deixado no portão da residência do ex-prefeito e atual candidato a prefeito de Governador Lindenberg Paulo Coradini ter o reconhecimento das autoridades como uma bomba, o Portal de Notícias ES-FALA foi até a sua casa, onde mesmo muito abalado recebeu a nossa reportagem para contar detalhes de um dos momentos mais tensos de toda a sua vida.
A residência de Coradini fica localizada no Córrego Moacir, comunidade a poucos quilômetros da sede de Governador Lindemberg. Visivelmente abalado, repetindo constantemente a frase “não quero isso para a minha vida”, Coradini, junto a sua família, não menos abalada, demonstravam preocupações uns com os outros. Palavras de encorajamento entre si, onde o que mais se percebia era a preocupação de uma família que passou por um verdadeiro trauma.
Nervoso pelo acontecido, Paulo Coradini expôs o espanto que teve quando viu a bomba, a preocupação com amigos e familiares, e a sensação de que algo muito ruim poderia ter acontecido com ele, pois foi o próprio que encontrou o explosivo.
ES-FALA: Coradini, obrigado por receber a nossa reportagem, mas há de convir que um fato como esse, requer uma atenção especial da imprensa.
Paulo Coradini: Sim, eu entendo o momento, e conheço o trabalho e a seriedade do site, por isso que estou recebendo vocês em minha casa. Fique a vontade para perguntar.
ES-FALA: Como o Sr descobriu a bomba junto ao seu portão?
Paulo Coradini: acordei cedo, tenho umas criações aqui no meu quintal e faço questão de cuidar delas e limpar as coisas. Após acertar tudo, ao ir depositar o lixo lá fora e ver se tinha alguma conta na caixa dos Correios tentei abrir o portão mas o mesmo abriu apenas 10 cm. Tentei novamente e ocorreu o mesmo. Por não conseguir, passei pelo portãozinho e ao ver pensei que era um pedaço de madeira.
ES-FALA: Então não reconheceu a bomba quando a viu?
Paulo Coradini: Olhei e pensei que era um pedaço de madeira, até pensei que seria alguém fazendo uma brincadeira sem graça, que alguém tinha colocado ali, quase tirei com o pé. Rapaz, foi Deus que abençoou. Após chegar mais perto aí vi que se tratava de algo bem diferente do que um pedaço de pau.
ES-FALA: O que sentiu na hora e qual sua reação?
Paulo Coradini: Quando vi que era uma bomba eu quase desmaiei, sai correndo, afobado e fui chamar o meu vizinho para ver se era mesmo e seu não estava enganado. O senhor que mora logo ali, o Divino que viu e também disse que era uma bomba. Na realidade foi um milagre, meu chão sumiu, perdi a noção das coisas por uns minutos.
Depois tive uma sensação de tristeza, por que na minha vida pública, como prefeito, chefe do Ciretran em Colatina, presidente do sindicato, nunca fiz nada para prejudicar ou atrapalhar as pessoas. Não estou aqui para fazer mal a ninguém.
ES-FALA: É a primeira vez ou já sofreu algo semelhante ou algum problema que mereça destaque?
Paulo Coradini: Na realidade desde 2004 venho sofrendo algum tipo de perseguição, se não direto a mim, mas ligado minha participação na política. Em 2004, na campanha, tive que andar com dois seguranças por 15 dias, por receio de sofrer com a truculência dos adversários.
Quando fui prefeito, em 2013, depredaram o serviço de convivência e fortalecimento de vínculos, pontes foram incendiadas e até um rojão jogaram dentro da minha casa.
ES-FALA: Quem deixou a bomba teve tempo para pichar o muro de sua residência com uma ameaça. O que tem a dizer?
Paulo coradini: Não vi a frase direito, não sei nem o que dizer de uma situação dessas, estou aqui por vontade de Deus. Revela Coradini, com palavras desconexas, perdendo a concentração e demonstrando preocupação com o que vivenciou.

ES-FALA: As autoridades de segurança confirmaram que se tratava realmente de uma bomba, como será sua campanha até o dia das eleições?
Paulo Coradini: Vou continuar do mesmo jeito, fazendo minha lives, conversando com a cidade através de carro de som e trazendo parceiros aqui. Hoje viria o Deputado Estadual Dary Pagung, mas mediante a situação foi cancelado.

ES-FALA: Você desconfia quem possa ter planejado?
Paulo Coradini: É até difícil responder essa pergunta, mas tenho sim, diante de tantas evidências ao longo dos anos como citei em nossa conversa. Coradini, não acusou formalmente alguém, mas deixou a entender que seriam os mesmos que vêm acometendo atrocidades contra ele desde de 2004, quando entrou na disputa eleitoral em Governador Lindemberg.
ES-FALA: Se sente seguro aqui?
Paulo Coradini: Sim, essa é a minha casa e vou dormir aqui. Vamos deixar as luzes acessas e alguns amigos permanecerão aqui. Mas o que quero é tentar dormir um pouco, pois essa situação atingiu meu psicológico e está refletindo em meu corpo. Estou com muitas dores no estomago. Finaliza.















