Colatina registrou infecção por Covid anterior ao 1º caso confirmado no país, aponta levantamento

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Colatina e outros três municípios capixabas registraram amostras de Sars-CoV-2 em datas anteriores ao anúncio oficial do primeiro caso da doença no país, segundo apontou um levantamento feito pela Secretaria de Saúde do Espírito Santo junto ao Laboratório Central de Saúde Pública do ES (Lacen). Além de Colatina, estão Vila Velha, Serra e Cachoeiro.

Segundo o secretário de Saúde do Estado, Nésio Fernandes, e o diretor geral de saúde do Lacen, Rodrigo Rodrigues, a pesquisa foi feita para relacionar casos de dengue e chikungunya a infecção por coronavírus.

Segundo os dados, os capixabas podem ter começado a ter contato com o vírus da Covid-19 entre o final de novembro e início de dezembro de 2019. Isso quer dizer que muitos pacientes com suspeita ou casos confirmados de infecções por arboviroses também estavam contaminados pela Covid.

Das 7.310 mil amostras de infecções por dengue ou chikungunya, 210 testaram positivo para IGG (Sars-CoV-2). Sendo a primeira amostra coletada em 18 de dezembro de 2019. Das 210, 16 amostras positivaram para Covid-19 anterior ao primeiro caso brasileiro confirmado.

Ainda de acordo com a pesquisa soro-epidemiológica, dentre os casos, um deles chama atenção, que é uma cachoeirense de 43 anos, que procurou a unidade de saúde no dia 3 de fevereiro, relatando estado febril.

Ela fez o teste para chikungunya, de acordo com a suspeita médica, e o resultado deu negativo. Três dias depois, ela retornou e fez um novo teste, que positivou para a arbovirose.

Segundo Nésio, o fato curioso é que, a primeira amostra, resultou negativo para Covid, mas a segunda, assim como para a chikungunya, teve resultado positivo para a presença do vírus Sars-CoV-2. Levando pesquisadores a acreditar que a paciente estaria no início da contaminação quando procurou a unidade de saúde pela primeira vez.

O primeiro caso no país foi confirmado no dia 26 de fevereiro de 2020 e no dia 5 de março, no Espírito Santo, mas o vírus já estaria circulando em território brasileiro meses antes. Segundo a Sesa, a pesquisa vai continuar em andamento. “Seguimos dando transparência na produção de dados feitas no Estado para colaborar no enfrentamento à pandemia no nosso país”, finalizou Fernandes.

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