Tremores em Pancas devem se repetir devido ao movimento de placas tectônicas, aponta Ufes

Compartilhar no facebook
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no google
Compartilhar no twitter
Compartilhar no email
Compartilhar no print

Os constantes tremores de terras ocorridos no município de Pancas, cidade a 59 km de distância de Colatina, têm despertado interesse e preocupação dos moradores da localidade e de pesquisadores. 

Segundo uma pesquisa desenvolvida pela Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), os tremores podem estar relacionados aos movimentos das placas tectônicas.

Segundo a professora da Ufes Luiza Bricalli, doutora em Geologia, os motivos desses eventos sísmicos no Espírito Santo podem estar relacionados a vários aspectos. Dentre eles, está a movimentação das placas tectônicas da crosta terrestre. 

Ela explicou que o Estado tem algumas particularidades, como estar localizado em cima de um conjunto de falhas geológicas. 

“Temos uma feição tectônica, a mais importante do Espírito Santo, que começa em Vitória, passa por Colatina, Pancas e vai até Minas Gerais”, destacou ela. 

A doutora em Geologia explicou que por estarmos na compressão da placa Sul-Americana, devido à própria movimentação das placas tectônicas, das falhas transcorrentes da dorsal mesotlântica (deslocamento), que se prolongam para o continente e falhas geológicas locais, os tremores podem se repetir. 

“É uma feição móvel e os tremores podem acontecer de novo, em Pancas ou em outras regiões do estado. As placas estão em constante movimentações. Eles só não são intensos e fortes porque estamos longe do limite da placa. Quando mais perto do limite, maiores os tremores, semelhantes aos que acontecem em outros países”, destacou. 

O que fazer durante os tremores de terra

A professora Luiza Bricalli orientou que em casos de tremores, a população deve acionar a Defesa Civil (27) 3194-3652 ou Corpo de Bombeiros, 193. 

“A gente pede para ficar em local mais aberto, jamais pegar elevador e nunca ficar perto de objetivos instáveis. Dificilmente uma parede vai cair, mas pode rachar”, alertou ela. 

ESFALA: informação Folha Vitória

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Receba notícias exclusivas diariamente no seu celular