A Secretaria da Justiça (Sejus) realizou, na tarde desta sexta-feira (1º), a entrega de seis perucas confeccionadas por internas do Centro Prisional Feminino de Colatina (CPFCOL). A ação é resultado de um trabalho em parceria com a Universidade Aberta do Brasil (UAB), polo Vila Velha, que realizou uma campanha de sensibilização para o câncer com a arrecadação de mechas, que foram encaminhadas ao projeto “Mãos Solidárias”.
Desenvolvido desde 2014 no Centro Prisional Feminino de Colatina, o projeto “Mãos Solidárias” tem como objetivo a confecção de perucas, turbantes, lenços e prótese mamária em tecido. Atualmente, há quatro internas trabalhando de forma voluntária.
A subsecretária de Estado de Ressocialização da Sejus, Karina Bayerl, destacou que o projeto realizado pelo CPFCOL, além de ser apreciado pelas pessoas que recebem as perucas e demais itens confeccionados, tem um valor importante para as internas participantes, que aprendem um ofício e se solidarizam com o tratamento das pacientes.
“Há um grande potencial nesse projeto, que concede oportunidade às internas de dominar essa habilidade específica, que é a confecção de perucas, bem como a de corte e costura, ao produzirem lenços, turbantes e demais peças. Além disso, o Mãos Solidárias fomenta o aspecto humanizador, com o trabalho em equipe, o contato com os materiais fonte de doação e com a empatia aos pacientes com câncer. É uma iniciativa linda que transforma muitas vidas”, ressaltou Karina Bayerl.
Mãos Solidárias
A diretora do Centro Prisional Feminino de Colatina, Maria Aparecida de Freitas Albuquerque, contou que o projeto Mãos Solidárias tem uma sala própria, com máquinas de costura apropriadas para a confecção de perucas, além da produção de próteses mamárias em tecido, lenços e turbantes. A iniciativa recebe doações de cabelos e insumos de igrejas, salões de beleza, faculdades, dos próprios inspetores penitenciários e da sociedade em geral.
“O projeto Mãos Solidárias é muito humanizador, porque a confecção de perucas e acessórios para o cabelo resgata a autoestima da paciente, que, além de receber um diagnóstico negativo e descobrir o câncer, com o tratamento acaba perdendo parte dos cabelos. Levar também um pouco de felicidade para essas pacientes não tem preço e ensina a todos os envolvidos a ser pessoas melhores. As internas quase sempre participam das entregas e a sensação é a melhor possível. Elas conseguem entender o real valor do projeto, no momento em que as pessoas que recebem as perucas agradecem a elas, bastante emocionadas”, pontuou Maria Aparecida Albuquerque.















