A Suprema Corte da Inglaterra rejeitou recurso da mineradora BHP Billiton que pedia que a ação indenizatória de atingidos pelo rompimento da barragem da Samarco em Mariana, em 2015, passasse a tramitar pela Corte, e não mais pela justiça da de Londres.
Sócia da Vale no comando da mineradora que tem operações no ES e MG, a BHP buscava evitar que a ação, assinada por 70 mil atingidos, entre empresas, municípios, pessoas físicas e associações, continuasse tramitando na corte da capital inglesa.
A ação na Inglaterra, já é considerada o maior processo coletivo do mundo. A indenização poderá chegar a R$ 230 bilhões. O total estimado leva em conta a soma de juros de 12% ao ano sobre as indenizações devidas por mais de sete anos. O valor é muito superior aos US$ 3,4 bilhões de dólares que a BHP reservou para cobrir sua responsabilidade pelo desastre ambiental.
O QUE DIZ A BHP
Em nota, a BHP disse que a decisão é processual e não tem relação com qualquer julgamento de mérito da ação em curso na Corte Inglesa.
Há cerca de duas semanas, a Justiça marcou a primeira audiência do caso para outubro de 2024
ES FALA: informação crédito A Gazeta/Leonel Ximenes/imagem Márcio Fernande/Estadão.















