Ninguém mais vende cartão telefônico em Colatina e orelhão agora só serve pra ligar a cobrar

Com inúmeros orelhões instalados nas ruas de Colatina, os telefones agora não passam de decoração. Dentre antigos vendedores e usuários do serviço, a ferramenta de comunicação é lembrada com muita nostalgia. Entre os jovens, o que ficou foi a curiosidade em usá-lo na infância. Devido ao alto custo de fabricação, os cartões deixaram de ser produzidos e por isso não se vende mais.

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Um serviço que ainda funciona é de ligação a cobrar, mas poucos ainda lembram como isso ainda é feito. Boa parte dos adolescentes jamais souberam e a maioria dos orelhões está danificada. Quem lembra, ensina: basta discar 9090 antes do número do telefone fixo ou do celular. Aí, cabe a pessoa do outro lado da linha aceitar ou não a ligação que será cobrada de quem atende.

E nem adianta procurar o cartão para poupar o constrangimento da pessoa do outro lado desligar na sua cara. Atrás de algum lugar que ainda tivesse a venda, a equipe do Portal de Notícias ES Fala nem andou muito e em nenhum lugar foi encontrado. O comerciante Paulo Briel tem uma banca de jornais e revistas, que funciona na Praça Municipal, no Centro, e logo ao ser abordado já informou que não vendia mais os cartões há aproximadamente 4 anos.

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“Ninguém procura. Depois que inventaram o celular, estragou tudo. Vendia bem. Não era nem tanto pelo lucro. Eram muitas pessoas querendo ligar”, contou Briel. Ele comentou que no centro da cidade só restam orelhões na Rodoviária e no Extrabom Supermercados, além dos existentes em bairros do município, mesmo danificados ou disponíveis para uso.

NOSTALGIA – Dentre a turma que já precisou do orelhão em algum momento, ninguém consegue lembrar a última vez que discou para alguém. Alguns chegam a dizer que  achavam que os telefones não funcionam mais ou que já haviam sido retirados.

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NOVA GERAÇÃO – Entre os jovens, os orelhões não são desconhecidos, mas a interação com o telefone foi feita por poucos.

Nem a Anatel oferece mais o serviço de localização de um telefone público. A plataforma Fique Ligado, que identificava todos os aparelhos ativos e até em manutenção, não é mais fornecido.

Podem até não ter mais uso atualmente, mas é bom saber que os orelhões continuam a fazer parte do mobiliário urbano.

ES FALA: imagem ilustrativa/crédito Serra News

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