Durante o pico da pandemia de Covid-19 em 2022, a produção de bicicletas no Brasil registrou um aumento significativo, alcançando a fabricação de 599.044 unidades, conforme dados da Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares (Abraciclo). No entanto, em 2023, o mercado de duas rodas enfrentou uma desaceleração, com uma queda de 23,7% na produção, totalizando 456.917 unidades.
Com mais de 16 anos no mercado, a loja Lemão da Bike, localizada na rua Bernardo Augusto Sperandio, 51, no bairro Novo Horizonte, em Colatina, destaca-se como uma das pioneiras no segmento. A sócia-proprietária do estabelecimento, Michelly Nogueira da Silva, analisou o aumento nas vendas durante a pandemia, atribuindo-o ao isolamento social que impulsionou as pessoas a procurarem formas individuais de exercício, com o ciclismo se tornando uma escolha popular.
“Com a pandemia, houve um aumento na procura das bikes, porque as pessoas não podiam fazer exercício coletivo, somente individual. Então, o ciclismo era um esporte que você podia se exercitar. Além disso, as academias estavam fechadas”, explicou Michelly.
Apesar da queda nas vendas em 2023, Michelly afirma que a loja continuará adotando estratégias para permanecer competitiva no mercado. Além de vender peças e acessórios para bicicletas, a Lemão da Bike oferece serviços de manutenção na oficina. Para diversificar a renda, o marido de Michelly trabalha na reparação de bicicletas ergométricas e cadeiras de rodas, com tudo à pronta-entrega.
Em resposta à queda na procura por bicicletas tradicionais, as bicicletas elétricas têm mostrado resultados positivos. De acordo com previsões da Abraciclo, a produção de bicicletas no Brasil deverá alcançar 360 mil unidades em 2024, impulsionada pelas tendências mundiais de crescimento dessa categoria.















