O padrasto de um bebê que morreu após um incêndio em sua residência, em Linhares, foi preso em flagrante por “abandono de incapaz qualificado pelo resultado morte” e encaminhado ao presídio. Denis Lemos da Silva, de 28 anos, confessou ter deixado o pequeno Bryan Gael Perovano da Costa, de apenas um ano e quatro meses, dormindo sozinho em casa para ir a um bar na tarde do último sábado (31).
A Polícia Civil confirmou a prisão de Denis, que admitiu ter saído de casa, deixando o bebê desamparado. A mãe da criança, que estava trabalhando no momento do incidente, foi conduzida à delegacia como testemunha. “O procedimento será encaminhado à Delegacia Especializada de Proteção à Criança, ao Adolescente e ao Idoso (DPCAI) de Linhares para a continuidade das investigações e a adoção das medidas necessárias para a conclusão do caso”, informou a corporação.
Como Aconteceu
A tragédia foi descoberta quando a Polícia Militar foi acionada após o bebê dar entrada na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do bairro Shell, apresentando queimaduras graves pelo corpo. Apesar dos esforços da equipe médica, Bryan não resistiu aos ferimentos.
Segundo a mãe do bebê, ela havia saído para trabalhar no Centro de Linhares, deixando Bryan sob os cuidados do padrasto. Durante o expediente, ela recebeu uma mensagem informando que a casa havia pegado fogo com o filho dentro.
SIGA O INSTAGRAM DO PORTAL DE NOTÍCIAS ES FALA: @esfalaoficial

Imagem mostra o bebê sendo retirado por populares da residência/redes sociais.
De acordo com o relato de Denis Lemos da Silva à polícia, ele estava em um bar próximo à residência quando foi informado por pessoas que a casa estava em chamas. Ao retornar, encontrou a residência tomada pelo fogo.
Vídeos que circulam nas redes sociais mostram vizinhos tentando resgatar o bebê da casa em chamas. As imagens registram o momento em que Bryan é retirado da casa, causando desespero nas pessoas que estavam no local ao verem o estado da criança.
O boletim de ocorrência relata que a médica da UPA informou aos policiais que o bebê apresentava queimaduras graves pelo corpo e um edema na cabeça. Após ser levado à delegacia, o padrasto foi autuado por abandono de incapaz qualificado pelo resultado morte. A mãe da criança foi ouvida como testemunha, e o caso continua sob investigação.















