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Duas mulheres são condenadas a 60 anos de prisão por crime bárbaro contra criança em Aimorés

Em um julgamento que chocou a cidade de Aimorés, no Vale do Rio Doce, em Minas, o Tribunal do Júri condenou, nesta quinta-feira (19), duas mulheres, mãe e filha, a um total de 60 anos de reclusão pelo assassinato de uma criança de nove anos, ocorrido em janeiro deste ano. As condenadas, que eram vizinhas […]

Por ES Fala
· 2 min de leitura Atualizado · 4 comentários
Duas mulheres são condenadas a 60 anos de prisão por crime bárbaro contra criança em Aimorés

Em um julgamento que chocou a cidade de Aimorés, no Vale do Rio Doce, em Minas, o Tribunal do Júri condenou, nesta quinta-feira (19), duas mulheres, mãe e filha, a um total de 60 anos de reclusão pelo assassinato de uma criança de nove anos, ocorrido em janeiro deste ano. As condenadas, que eram vizinhas da vítima, receberam penas de 30 anos de prisão cada uma, em regime fechado.

O crime aconteceu no dia 24 de janeiro, quando a Polícia Militar foi acionada pelo companheiro de uma das acusadas. Ele relatou que a mulher havia ligado para ele confessando o homicídio. Ao chegar à residência das acusadas, os policiais encontraram o corpo da criança debaixo de um tapete, apresentando múltiplas feridas causadas por 36 golpes de faca.

Crime premeditado

Segundo as investigações, o crime foi premeditado. Imagens de câmeras de segurança mostraram uma das rés comprando álcool e produtos de limpeza pouco antes do homicídio, que foram utilizados na execução do crime. As duas mulheres atraíram a criança até o local do assassinato com a promessa de lhe dar um presente.

Após o homicídio, enquanto os pais da criança a procuravam, uma das acusadas chegou a tentar tranquilizar a mãe da vítima, informando falsamente que havia visto a menina brincando nas proximidades, quando, na verdade, ela já estava morta.

Motivo fútil e crueldade

O Tribunal do Júri reconheceu que o crime foi cometido por motivo fútil. De acordo com as investigações, as acusadas assassinaram a criança porque não gostavam da forma como ela tratava o filho e neto delas, com quem costumava brincar. Além disso, foi apurado que uma das condenadas já tinha histórico de agressividade, tendo agredido uma outra criança em um incidente anterior em Baixo Guandu.

O crime foi classificado como extremamente cruel. A vítima foi morta de forma lenta e brutal, com ataques progressivos que a impediram de se defender. Além dos golpes de faca, as acusadas usaram um travesseiro embebido em álcool contra o rosto da criança, dificultando sua respiração.

Revolta na comunidade

A brutalidade do crime causou indignação na comunidade de Aimorés. Populares chegaram a invadir e depredar a casa das acusadas após o ocorrido. Durante o julgamento, o Conselho de Sentença reconheceu a barbaridade dos atos e ordenou a imediata execução das penas, uma vez que as acusadas já estavam presas preventivamente desde a data do crime.

Além das penas de reclusão, as condenadas foram obrigadas a pagar uma indenização de R$ 100 mil aos pais da vítima, a título de danos morais.

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4 comentários

  1. Mauricio Tercio

    30 anos é pouco para essas clapulas,espero que a lei justicial seja feita.

  2. Rosilene Soares

    Ponhe elas junto de outras condenadas,que não aceitam esse tipo de brutalidade

  3. Marcos

    Fata de Deus no coração, amor ao próximo e obediência aos bons princípios. Acabaram com famílias e a custo de que? O que foi resolvido com esse crime? Desavenças? Quanta imaturidade, impulsividade e crueldade.

  4. JOSELI FERREIRA SOARES

    Tamanha brutalidade merece pena de morte essas pessoas não tem mais recuperação ,não adianta soltar e deixa na comunidade vai fazer Dinovo com outras crianças.

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