Nesta segunda-feira (23), Nilton Rosa Filho, de 64 anos, foi preso acusado de homicídio culposo e omissão de socorro após um grave acidente ocorrido no dia 12 de agosto, na rodovia ES 137, em São Domingos do Norte. O acidente resultou na morte de Augusto Bianchi, de 21 anos, que estava conduzindo uma moto quando foi atingido pela caminhonete de Nilton. O motorista fugiu sem prestar socorro, e a Justiça de São Gabriel da Palha determinou sua prisão preventiva por descumprimento de medidas cautelares. Nilton já responde a outro processo de homicídio por atropelar e matar Mônica Andreia dos Santos, em outubro de 2015.
A Secretaria de Estado da Justiça (Sejus) confirmou que Nilton está detido no Centro de Detenção Provisória de São Domingos do Norte. Segundo a defesa, o advogado irá recorrer da decisão e solicitar a libertação do réu.
Histórico do caso
No dia do acidente, Nilton Rosa Filho dirigia sua caminhonete na ES 137 e, ao tentar ultrapassar uma moto em uma ponte, acabou colidindo frontalmente com a moto pilotada por Augusto Bianchi, que estava no sentido contrário. A colisão foi fatal, e o jovem de 21 anos morreu no local. Nilton fugiu sem prestar socorro, o que levou à sua responsabilização por omissão.
Decisão judicial
O juiz João Carlos Lopes Monteiro Lobato Fraga, responsável pela ordem de prisão preventiva, atendeu a um pedido do Ministério Público do Espírito Santo, com base no descumprimento de uma medida cautelar imposta no processo em que Nilton responde pela morte de Mônica Andreia dos Santos. O réu já havia sido preso após o acidente de 2015, quando foi flagrado dirigindo embriagado. Ele ficou detido por quase dois anos, mas foi liberado em 2017 sem que o julgamento fosse marcado.
O magistrado destacou que Nilton confessou ter realizado uma ultrapassagem proibida na ponte entre São Gabriel da Palha e São Domingos do Norte, o que causou a colisão fatal. O laudo pericial apontou que a moto da vítima foi arrastada por mais de 17 metros após o impacto.
Defesa
A defesa argumenta que a prisão de Nilton não se deu pelo homicídio culposo, mas pelo descumprimento de uma medida cautelar referente ao processo de 2015. O advogado de Nilton destacou que, à época, a liberdade provisória foi concedida com a condição de que ele não se envolvesse em novas infrações penais, algo que foi quebrado com o novo acidente. No entanto, a defesa afirmou que continuará trabalhando para reverter a prisão.
Conclusão
A Justiça decidiu que as medidas cautelares impostas a Nilton Rosa Filho foram insuficientes para garantir a ordem pública, e sua prisão preventiva foi considerada necessária para evitar novos delitos graves. A defesa, por sua vez, continuará buscando recursos para libertar o réu.















