De acordo com a Pesquisa da Pecuária Municipal de 2023, realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 38 cidades no Espírito Santo têm mais bois do que habitantes. A maior parte desses municípios está concentrada no interior do Estado, onde a pecuária desempenha um papel central na economia.
Um exemplo extremo é Mucurici, que conta com impressionantes 15 cabeças de gado para cada morador. Na região Noroeste, São Domingos do Norte (1,16 bois por habitante), Baixo Guandu (1,6) e Pancas (1,57) são cidades que também possuem mais bois do que pessoas. No Sul do Estado, Presidente Kennedy se destaca com quatro cabeças de gado por morador, enquanto Alfredo Chaves registra dois bois por habitante.
A pecuária é o setor que mais gera empregos no Espírito Santo, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED). O Estado conta com mais de 78 mil propriedades rurais, muitas delas dedicadas à criação de gado, tanto de corte quanto leiteiro, especialmente em municípios onde a densidade populacional é baixa e a economia depende fortemente do setor agropecuário.
Além da pecuária bovina, o Espírito Santo se destaca em outras áreas da produção animal. Santa Maria de Jetibá, por exemplo, lidera a produção de ovos no Brasil, com 339,5 milhões de dúzias por ano, mantendo a maior concentração de galinhas do país, com 14 milhões de aves. O Estado também é o maior produtor de ovos de codorna, com 3,48 milhões desses animais.
No total, o Espírito Santo possui mais de 31,4 milhões de animais voltados para a pecuária, incluindo 208 mil suínos, 10,9 mil caprinos, 39,7 mil ovelhas e 57 mil equinos.















