As eleições para vereador em Colatina, realizadas este ano, destacaram uma realidade muitas vezes criticada por eleitores: candidatos que obtiveram maior número de votos ficaram de fora da Câmara Municipal, enquanto outros, com votações menores, garantiram suas cadeiras. Ao todo, cinco postulantes receberam mais votos do que alguns dos eleitos, mas acabaram apenas na suplência.
Essa situação ocorre devido às regras estabelecidas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que determinam a distribuição de vagas de forma proporcional, levando em consideração o quociente eleitoral. Esse quociente é obtido a partir da divisão do número total de votos válidos pela quantidade de cadeiras disponíveis no Legislativo. Apenas os partidos que atingem esse quociente podem eleger seus candidatos.
Após essa etapa, é calculado o quociente partidário, que resulta da divisão dos votos válidos do partido pelo quociente eleitoral. O número gerado determina quantas cadeiras a legenda terá direito, e os candidatos mais votados dentro de cada partido são os que preenchem essas vagas.
Dessa forma, mesmo com uma votação expressiva, muitos candidatos ficam de fora e permanecem como suplentes. Neste ano, o vereador eleito com a menor quantidade de votos foi Jorge Guimarães (MDB), que recebeu 913 votos, abaixo de cinco candidatos que acabaram não se elegendo.
Confira os candidatos que obtiveram mais votos, mas ficaram como suplentes:
- Wanderson Rodrigues (Progressistas) – 1.194 votos
- Olmir Castiglioni (PRD) – 1.138 votos
- Pedrão Fagundes (Podemos) – 1.075 votos
- Charles Luppi (PSB) – 1.049 votos
- Dudu (PSB) – 1.013 votos















