Nem o calorão, nem o aumento do custo de vida ou outros assuntos frequentes conseguiram superar a repercussão de uma decisão que mexeu com a rotina do colatinense. Nesta quarta-feira (16), a notícia de que o governo federal optou por não retomar o horário de verão neste ano foi um dos assuntos mais comentados na cidade, após o anúncio feito pelo Ministério de Minas e Energia.
Como esperado, a população se mostrou dividida, mas, desta vez, a maioria celebrou a decisão. Entre os argumentos mais comuns daqueles que apoiaram a medida, está a dificuldade de adaptação ao novo horário. “A mudança atrapalha muito o relógio biológico, principalmente para quem tem rotina fixa de trabalho ou estudo. Leva semanas para o corpo se ajustar”, afirmou Ana Paula, moradora de Colatina.
Outro ponto levantado por especialistas e pelo próprio governo é que a situação energética no país está sob controle, o que elimina a necessidade de mexer nos relógios. “Não temos risco de desabastecimento energético, então o horário de verão não traria benefícios concretos neste momento”, explicou o Ministério de Minas e Energia em nota oficial.
Além disso, segundo o governo, mesmo se o horário de verão fosse retomado, só poderia ser adotado a partir de novembro, inviabilizando o período de maior aproveitamento econômico da medida, que vai de outubro a dezembro.
Ainda assim, o debate não foi totalmente encerrado. O Ministério de Minas e Energia informou que a questão voltará a ser discutida no próximo ano, mantendo em aberto a possibilidade de que, em 2025, o horário de verão retorne à pauta, dependendo das circunstâncias energéticas e dos benefícios que ele poderia trazer.















