No dia 7 de fevereiro deste ano, a cidade de Marilândia ficou chocada com o caso envolvendo uma criança de apenas dois anos, Valentina Alves Correia, que sofreu a amputação de sua perna devido a um erro na área da saúde do município. O drama da pequena Valentina foi trazido à tona por sua mãe, oito meses após a ocorrência, Raiane Alves Rogério Correia, fez um apelo em vídeo, denunciando a falta de tratamento adequado para sua filha.
Raiane revelou que, apesar de os procedimentos necessários para o tratamento de Valentina terem sido determinados pelo poder judiciário, a prefeitura não tem cumprido com as obrigações estabelecidas.
Em seu vídeo, Raiane demonstrou sua frustração com a situação, apontando a falta de comprometimento da administração municipal em resolver a questão que envolve sua filha. Além do relato, a mãe enviou à nossa redação documentos judiciais e a resposta da administração sobre o caso.
SIGA O INSTAGRAM DO PORTAL DE NOTÍCIAS ES FALA: @esfalaoficial
Mãe grava vídeo denunciando a falta de ação da Prefeitura de Marilândia.
RELEMBRE O CASO
Marilândia: Criança de Dois Anos Tem Perna Amputada Após Aplicação de Injeção
Um triste fato ocorreu na cidade de Marilândia quando uma criança de apenas dois anos teve sua perna amputada devido a complicações surgidas após a aplicação de uma injeção. O caso da pequena Valentina Alves Correia, gerou preocupação sobre supostas falhas nos procedimentos de saúde do município.
O drama da família começou no dia 10 de fevereiro, quando a criança apresentou febre alta. Em busca de atendimento, a mãe levou a filha ao Pronto Atendimento local, onde ela foi medicada e recebeu alta com prescrições médicas. No entanto, a febre persistiu nos dias seguintes, levando a família a solicitar uma consulta no Posto de Saúde da Família (PSF) de Marilândia. Durante a consulta, a criança foi novamente medicada, incluindo a prescrição de Benzetacil para tratar uma inflamação na garganta.
Ao retornar ao Pronto Atendimento para a aplicação da injeção, a mãe seguiu todas as orientações e entregou a receita à técnica de enfermagem. No entanto, segundo relatos da mãe, a técnica optou por aplicar a injeção na parte interna da coxa da criança, alegando que isso seria mais seguro. “Essa injeção até pode ser aplicada na perna, mas pelo lado de fora da coxa, não pelo lado de dentro da coxa, assim me explicaram os médicos que prestaram atendimento a ela fora de Marilândia”, desabafou Raiane Alves Rogério Correia, mãe da criança.
SIGA O INSTAGRAM DO PORTAL DE NOTÍCIAS ES FALA: @esfalaoficial

Pouco tempo após a aplicação, a mãe percebeu um inchaço excessivo no local e no pé da filha, levando-a a retornar imediatamente ao Pronto Atendimento. A situação se agravou rapidamente, resultando no encaminhamento da criança para um hospital em Colatina, onde ela foi internada em uma Unidade de Tratamento Intensivo Pediátrica (UTIP). Apesar dos esforços médicos, os danos foram irreversíveis, e a perna da criança teve que ser amputada acima do joelho.
A administração municipal, por meio da Secretaria de Saúde, informou que está apurando todos os fatos relacionados ao incidente e que todos os esforços estão sendo feitos para garantir o bem-estar e o acompanhamento necessário à família. “Juntos, iremos encontrar as respostas necessárias ao caso e esclarecer o ocorrido de forma legal e justa”, declarou a prefeitura.
SIGA O INSTAGRAM DO PORTAL DE NOTÍCIAS ES FALA: @esfalaoficial

Documento enviado pela mãe de Valentina Alves Correia.
A Benzetacil, conhecida como penicilina benzatina, é uma medicação antibiótica que deve ser administrada por profissionais de saúde treinados, preferencialmente em locais como a região glútea ou a região dorsolateral da coxa, minimizando assim o risco de complicações.
O QUE DIZ A PREFEITURA DE MARILÂNDIA
A Prefeitura Municipal de Marilândia informa que vem oferecendo assistência à criança desde o ocorrido, e anteriormente à decisão judicial. Esclarece que a menor recebeu atendimento médico especializado em ortopedia infantil, acompanhamento com psicólogo e fisioterapeuta. Entretanto, a genitora se nega a dar continuidade a esses atendimentos.
O médico ortopedista que atendeu a paciente, a encaminhou ao Centro de Reabilitação Física do Espírito Santo (CREFES), em Vila Velha, onde há tratamento especializado em próteses infantis, embora a criança segue sendo acompanhada pelo município. Mesmo não sendo determinado pelo judiciário, a prefeitura colocou transporte fora de domicílio, à disposição da família, sempre que necessário.
Quanto a profissional envolvida no caso, o município tomou todas as providências cabíveis.















