Na manhã desta terça-feira (29), Marilene da Cruz Silva Borcarte, de 44 anos, foi assassinada a tiros enquanto aguardava o ônibus para o trabalho no bairro Olívio Zanotelli, conhecido como Perobas, em Colatina. A vítima havia solicitado medidas protetivas contra o ex-companheiro, mas a Justiça havia indeferido o pedido recentemente, com base na Lei Maria da Penha.
De acordo com testemunhas, por volta das 6h40, um homem em uma motocicleta se aproximou de Marilene e efetuou vários disparos. Um dos tiros atingiu a vítima, que caiu no chão. Moradores da região acionaram o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), mas Marilene não resistiu aos ferimentos e faleceu no local.
Marilene já havia relatado às autoridades o temor por sua segurança. Ela mencionou suspeitar que ex-companheiro, com quem teve um relacionamento de dez meses, estaria frequentando o quintal de sua casa durante a noite, chegando a reconhecer a voz dele em uma conversa com um vizinho. Embora não tivesse presenciado agressões diretas ou ameaças explícitas, Marilene relatou que seu ex-companheiro comentava possuir uma arma, apesar de nunca tê-la visto.
A Justiça, no entanto, negou o pedido de medidas protetivas, afirmando que os relatos apresentados não evidenciavam risco iminente que justificasse as restrições. Na decisão, a sentença assinalou que “a situação narrada pela requerente não sugere a ocorrência de ameaças ou agressões perpetradas pelo requerido” e que “o requerimento se baseia em uma suspeita da ofendida […] não verifico, neste momento, que a requerente está em situação de risco apta a embasar a restrição da liberdade do requerido.”
O assassinato de Marilene está sob investigação da Polícia Civil, que ainda não divulgou informações sobre possíveis suspeitos ou a motivação do crime.














