BR 262 no ES entra em projeto do governo de concessão ‘enxuta’

A BR 262 no Espírito Santo está na lista das rodovias que o governo federal pretende conceder em 2025 com novo modelo de contrato, considerado mais “enxuto” ou “inteligente”. A ideia é que na nova modelagem, o concessionário não arque com investimentos robustos, ficando responsável pela manutenção e segurança da via, o que vai baratear a tarifa.

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A previsão é que a rodovia, que liga o Espírito Santo a Minas Gerais, seja duplicada da região de Viana a Venda Nova do Imigrante. O trecho tem 87 quilômetros, e os projetos já estão avançados, sendo realizados pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit). Na época da elaboração da proposta, a ideia do governo era segmentar a execução das obras em cinco lotes, com cada segmento se conectando a uma cidade ou ponto notável.

Com o trecho na lista para concessões, há duas opções sendo avaliadas em Brasília. Em entrevista, o secretário executivo do Ministério dos Transportes, George Santoro, detalhou que uma dessas opções é o Dnit executar as obras e a concessionária operar a manutenção da rodovia ao longo do tempo. A outra alternativa que está sendo estudada é o governo federal financiar a obra, a ser realizada pelo vencedor do leilão.

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Santoro lembrou que, para a duplicação da BR 262, está previsto o montante de R$ 2,3 bilhões do Acordo de Mariana assinado no mês passado para reparação dos prejuízos causados pelo rompimento da barragem da Samarco, em 2015. Além desse dinheiro, a intenção do governo é usar também verba do tesouro federal para concluir as duplicações.

“A BR 262 é uma rodovia que não tem movimento tão intenso como a BR 101, mas tem fluxo de carga que leva para corredores logísticos importantes no Espírito Santo. O modelo de concessão ‘inteligente’ pode ser muito adequado para a via e já estamos desenvolvendo estudos da modelagem que cria redução de custos”, afirma Santoro.

Outra características desse novo tipo de contrato é a cobrança de pedágio no modelo free flow, com pagamento eletrônico sem a necessidade de instalação de cabines de pedágio, a exemplo do que já existe hoje na Rio-Santos (BR 101 entre Rio de Janeiro e litoral de São Paulo).

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