Uma das alunas de 14 anos, abusadas pelo professor preso no dia 10 de novembro em Vila Velha, foi seguida até o banheiro de uma das escolas que o docente lecionava para cometer os crimes.
De acordo com o delegado Leonardo Vanaz, adjunto da Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA), os abusos começaram em um ônibus, onde o professor começou a mostrar vídeos de conteúdo sexual para a menina.
“A vítima tinha 14 anos na época, e ela começou a ser percebida por ele no ônibus que ia para a escola. Ele começou a mostrar vídeos pornográficos no ônibus para ela, começou a dar em cima, também começou a constranger a aluna durante as aulas”, disse o delegado.
Após esses atos, a menina pediu para ir ao banheiro e, ao chegar no sanitário, o professor a encurralou e também entrou no local.
“Em determinado dia, a vítima narra que pediu para ir até o banheiro durante a aula e nesse momento ele adentrou no banheiro feminino e encurralou a vítima, quando teria praticado beijo forçado, mordidas e outros atos libidinosos. Isso se aproveitando do momento em que todos estavam na aula e que a adolescente tinha ido até o banheiro”, afirmou o delegado.
Além dessa aluna, outras 20 vítimas identificadas pela Polícia Civil têm idades entre 9 e 16 anos. A investigação pelo crime de estupro de vulnerável começou após denúncia feita por cinco alunas, que foram à delegacia juntamente com os responsáveis para contar os crimes cometidos pelo professor.
“No dia 4 de novembro foi registrado na DPCA um boletim de ocorrência em que cinco meninas de 9 anos de idade denunciavam um professor substituto por ter passado a mão nas partes íntimas delas durante a aula. A partir desse momento, a DPCA encaminhou essas vítimas ao setor psicossocial, elas foram ouvidas pelas psicólogas e assistentes sociais, e narraram o crime”, disse a delegada Gabriella Zaché.
Após a denúncia feita no dia 4 de novembro, o professor teve a prisão preventiva decretada no dia 10.
DEPOIMENTO
Em depoimento, o professor alegou que as vítimas estariam “confundindo as coisas”. Segundo o delegado Leonardo Vanaz, as investigações continuam e novas vítimas devem procurar a Delegacia Especializada de Proteção à Criança e o Adolescente.
Até o momento, a polícia conseguiu encontrar 21 vítimas, sendo que sete eram de Cariacica e 14 de Vila Velha.
O delegado-geral José Darcy Arruda orienta que as alunas que foram vítimas do professor denunciem.
“Eu quero dizer a toda a população, a diretores de escolas, a pais, que observem o comportamento dos seus filhos, conversem com seus filhos, percebam se eles estão muito calados, se eles estão introvertidos, porque escola é um local de segurança, não pode acontecer isso. E também aos diretores desses educandários, que ao perceberem também comportamentos de professores ou qualquer outra pessoa dentro da escola que possa possibilitar esse tipo de crime, que comuniquem a DPCA. Nós não vamos permitir que essas pessoas continuem abusando de nossas crianças”, disse Arruda.
ES FALA: informação crédito Folha Vitória















